Governo dos Açores admite alargar horários dos centros interpretativos
3 de jun. de 2022, 17:37
— Lusa/AO Online
“Trataremos de
fazer uma análise, juntamente com os restantes departamentos do Governo
que têm competência nesta matéria, para tentar encontrar soluções que
permitam dar resposta a estas preocupações”, referiu o governante, em
declarações aos jornalistas, no final de uma reunião com a Associação de
Turismo Sustentável do Faial, realizada na ilha do Faial.Alonso
Miguel justificou a alteração do horário de funcionamento dos centros
interpretativos da região com a “análise estatística” dos visitantes e
com a necessidade de racionalizar recursos, mas perante as críticas das
associações turísticas e das câmaras do comércio da região, que
contestavam o fecho simultâneo daqueles espaços, admite vir a corrigir
algumas situações.Pedro Rosa, presidente
da Associação de Turismo Sustentável do Faial, manifestou, por seu
turno, a sua satisfação pelo facto de o Governo ter revelado abertura
para analisar as reivindicações que vinham sendo feitas relativamente ao
horário de funcionamento dos centros interpretativos.“Tínhamos
a informação de que todos os centros de interpretação fechavam nos
mesmos dias e que coincidiam também com os dias em que os museus fecham e
isso reduzia, de forma brutal, a oferta de espaços de visitação”,
recordou o empresário, adiantando que, neste momento, “há abertura” do
executivo, de coligação PSD/CDS-PP/PPM, “para rever essa situação”.A
Associação de Turismo Sustentável do Faial, juntamente com as câmaras
do comércio e indústria de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta, a
associação comercial e industrial do Pico e as associações de guias de
informação turística dos Açores, emitiram um comunicado, em maio, a
contestar a redução do horário de funcionamentos dos centros
interpretativos dos Açores.Segundo Pedro
Rosa, outra das reivindicações passava por incluir os meses de abril e
de outubro na chamada “época alta”, no horário de funcionamento destes
centros, para que possam estar abertos durante um período mais longo,
para dar resposta à maior procura turística nesses dois meses.“Nós
fomos, de facto, sensíveis a algumas das preocupações e iremos
desenvolver os esforços necessários no sentido de, por exemplo, incluir
os meses de abril e outubro no período de época alta, garantindo a
abertura dos centros de interpretação em todos os dias da semana”,
adiantou o secretário regional do Ambiente e Alterações Climáticas.Os
36 centros interpretativos e de visitação dos Açores são espaços de
receção e informação, destinados aos turistas que visitam o arquipélago,
mas também aos residentes, divulgando a história e as características
das zonas de maior procura turística nas nove ilhas da região.