Governo dos Açores acusa líder do PSD de "má fé" na devolução de fundos à UE
24 de abr. de 2019, 12:32
— Lusa/AO Online
Numa
nota enviada às redações, o executivo regional socialista afirma que a
devolução de cerca de 1,6 milhões de euros a Bruxelas é uma “decisão do
Tribunal Geral da União Europeia de 2019, que contraria os procedimentos
que a Comissão Europeia admitia como possíveis em 2010”.O
montante em causa é relativo a três projetos de investimento privado,
comparticipados com fundos comunitários, segundo o Governo Regional.O
líder do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, defendeu na terça-feira que é
necessário apurar responsabilidades políticas pela “má gestão” de
fundos comunitários, no valor de 1,6 milhões de euros, que vão ter que
ser devolvidos pela região à União Europeia.Alexandre
Gaudêncio considerou que, resultado desta “má gestão” dos fundos
comunitários, “tem que haver responsabilidade política”, devendo-se
apurar quem analisou os projetos por parte do Governo Regional e “como
se vai ressarcir a União Europeia deste montante”.“De
uma vez por todas, tem que haver responsabilidade política em relação a
esta matéria. Estamos fartos de nada acontecer a estes responsáveis
políticos”, frisou o líder social-democrata.Para
o executivo açoriano, “querer transformar esta questão legal,
procedimental e administrativa num caso de ‘má gestão ou má execução’ de
fundos comunitários não é só ignorância ou desconhecimento”, mas é
também “má fé”. O Governo Regional
relembra as declarações de uma responsável da Direção-Geral da Política
Regional da Comissão Europeia de que os “Açores estão a trabalhar muito
bem no uso dos dinheiros que têm sido dados pela União Europeia e nas
políticas de coesão”.Alexandre Gaudêncio
acusou igualmente o Governo Regional de “falhar redondamente” no que
eram os pressupostos turísticos para a freguesia das Sete Cidades e para
o concelho de Ponta Delgada, tendo em consideração o projeto do
executivo anunciado em 2015 e que, volvidos quatro anos, “ainda não
arrancou”.No esclarecimento do executivo
refere-se que, relativamente ao Parque de Campismo das Sete Cidades, o
PSD/Açores revela um “profundo e constrangedor desconhecimento de um
processo que é público e tem sido objeto de várias notícias em diversos
órgãos de comunicação social ao longo de vários anos”.O
Governo Regional considera que “perante os sucessivos adiamentos do
início das obras por parte do concessionário e tendo em conta o decurso
dos prazos legais”, a Direção Regional do Ambiente “está a analisar a
possibilidade de resolução do contrato de concessão, mantendo interesse
em requalificar aquele espaço, no âmbito do desenvolvimento do setor
turístico que se verifica na região”.