Governo dos Açores acredita que SATA e TAP vão colmatar saída da Ryanair
Hoje 16:25
— Lusa/AO Online
“Temos o verão IATA à
porta e eu acho que a SATA e a TAP, as companhias de bandeira, quer a
dos Açores, quer a do continente e portuguesa, têm condições para
resolver e colmatar essa saída da Ryanair”, afirmou o vice-presidente do
executivo açoriano, Artur Lima, quando questionado
sobre o fim da operação da companhia de baixo custo.No domingo, a Ryanair fez o seu último voo com ligação aos Açores, terminando a operação no arquipélago que começou em 2015.Artur
Lima, que falava aos jornalistas à margem das apresentações do Conselho
do Governo, em Ponta Delgada, defendeu que a saída da Ryanair motiva
preocupações para a “mobilidade dos açorianos com o continente
português”, já que, “em termos turísticos, já há outras companhias a
voar” para a região que “não voavam o ano passado” provenientes de
outros destinos.“A SATA e a TAP têm
condições para colmatar esses voos [para] que os residentes possam ter a
sua mobilidade assegurada por essa via. Não vale a pena fazer drama
sobre uma coisa que já aconteceu. O Governo está a preparar e a olhar
para essa situação com muito cuidado e eu presumo que vai correr bem”,
reforçou.O número dois do Governo dos
Açores afirmou que a SATA e a TAP podem colmatar a saída da
transportadora irlandesa através do reforço de voos ou da alteração da
tipologia do avião, para aumentar o número de lugares disponíveis.“O
Governo [Regional] está a estudar ao pormenor para depois, com a SATA e
a TAP, reforçar o número de voos que serão necessários”, detalhou.Artur
Lima classificou ainda como “contas de somar e sumir” o número de 100
mil pessoas que a Ryanair transportava anualmente para os Açores,
avançado pelas associações empresariais da região.O
fim da operação da companhia aérea de baixo custo Ryanair para os
Açores, neste último fim de semana, preocupa os empresários do
arquipélago, que temem quebras de visitantes, num território onde o
turismo é um importante pilar da economia.O
vice-presidente do Governo Regional também alertou que não podem
existir “retrocessos” no subsídio de mobilidade, uma vez que a suspensão
da exigência de situação contributiva regularizada para aceder ao apoio
termina na terça-feira.“O Governo
Regional já foi bem claro. As forças políticas dos Açores já foram bem
claras sobre essa matéria. O que esperamos é que não haja um retrocesso e
que, efetivamente, se trate os açorianos com a dignidade que eles
merecem”, afirmou.Artur Lima disse esperar
que aquele critério, que mereceu a discórdia dos governos dos Açores e
da Madeira, seja “resolvido de uma vez por todas”.“Não
se trata de um subsídio. Trata-se do direito à mobilidade e do direito à
continuidade territorial. É preciso não esquecer isso. O que esperamos é
que essa situação seja corrigida”, realçou.