Governo dos Açores acompanha situação da operação no Aeroporto das Flores
Hoje 17:22
— Lusa/AO Online
A 27 de
abril, o PS/Açores questionou o Governo Regional sobre
o risco de perturbação na operação aérea na ilha a partir de 1 junho
por os bombeiros deixarem de assegurar serviço nas horas extraordinárias
no aeroporto, considerando tratar-se de um problema "sem soluções
eficazes até ao momento".Os socialistas
recordavam que a limitação anunciada resulta do esgotamento do limite
legal de horas extraordinárias e da falta de recursos humanos,
“evidenciando uma falha de planeamento e de resposta atempada” por parte
das entidades responsáveis.Na ocasião, a
Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Santa Cruz das Flores
informou a população sobre a situação, indicando que os elementos que
prestam serviço no Aeroporto das Flores estão "sujeitos a um elevado
desgaste psicológico, decorrente da falta de recursos humanos para
afetação ao serviço", mas garantiram que a decisão de deixarem de
assegurar serviço nas horas extraordinárias "não afetará as evacuações
médicas".Já em maio, a Associação
adiantou, que, após auscultação dos bombeiros, que prestam serviço na
infraestrutura aeroportuária das Flores, "foi deliberado prorrogar o
prazo para dia 1 de julho", justificando que a decisão representa "um
gesto de boa vontade e responsabilidade", tendo como prioridade "o
superior interesse público e a salvaguarda da continuidade do transporte
aéreo de e para a ilha das Flores".A
Associação indicou na sua página oficial que esta prorrogação concede à
ANA "um prazo adicional para proceder ao necessário reforço dos recursos
humanos afetos ao aeroporto das Flores".Na
resposta ao requerimento do PS/Açores, o Governo Regional garante que
"continuará a acompanhar a evolução da situação e a articular
institucionalmente com as entidades competentes, no sentido de
salvaguardar o interesse público e a adequada prestação do serviço
aeroportuário na ilha".No entanto,
sublinha, na resposta consultada pela agência Lusa, que “a gestão,
operação e manutenção da infraestrutura aeroportuária em causa
encontram-se integralmente atribuídas à entidade concessionária, ANA –
Aeroportos de Portugal, S.A., nos termos do contrato de concessão em
vigor”.O Governo Regional acrescenta que
“compete exclusivamente à concessionária assegurar o cumprimento dos
requisitos operacionais, técnicos e de segurança aplicáveis, incluindo a
adoção de medidas preventivas que evitem quaisquer limitações ao
funcionamento da infraestrutura”. Segundo
informação prestada pela ANA ao Governo Regional, foi celebrada, a 9 de
janeiro do corrente ano, uma segunda adenda ao protocolo com a
Associação, "a qual prevê expressamente a prestação de serviço extra,
competindo ao prestador assegurar a afetação dos recursos necessários à
sua concretização".A ANA informou ainda
que tem mantido "um contacto permanente com a associação" com vista "à
superação das dificuldades identificadas", incluindo uma deslocação à
ilha para reunir com a direção da corporação. Paralelamente,
lançou recentemente um concurso público para adjudicação do serviço de
socorros e luta contra incêndios no Aeroporto das Flores, lê-se na
resposta, assinada pelo secretário regional dos Assuntos Parlamentares e
Comunidades, Paulo Estêvão.Questionado
sobre eventuais soluções alternativas ou transitórias para assegurar o
serviço de salvamento e combate a incêndios, o Governo Regional recorda
que se trata de "responsabilidade" da entidade concessionária, incluindo
o cumprimento dos requisitos operacionais e de segurança durante o
período de verão.