Governo dos Açores acha proposta de Bruxelas sobre pós-2020 um "mau ponto de partida"
3 de mai. de 2018, 06:58
— Lusa/AO Online
"Achamos
que é um mau ponto de partida porque exige uma ação permanente para que
a estratégia seja devidamente corrigida em todo o processo. (...) Não
assegura, por parte da contribuição dos países da União Europeia, os
recursos que consideramos suficientes para o desenvolvimento das
verdadeiras políticas europeias, de acordo com aqueles que são os
objetivos da própria União", vincou o governante.Sérgio
Ávila, citado em nota do Governo dos Açores, falava após um encontro em
Angra do Heroísmo com os deputados do PS à Assembleia da República
eleitos pelos Açores: Carlos César, Lara Martinho e João Castro.Para
o vice-presidente do Governo dos Açores, a repartição de fundos
comunitários proposta por Bruxelas "desvaloriza excessivamente aquelas
que são políticas centralizadas na sua execução" na União Europeia "em
detrimento" da Política de Coesão e da Política Agrícola Comum (PAC).A
Comissão Europeia propôs hoje um orçamento plurianual para a União
Europeia para o período 2021-2027 de 1.279 biliões de euros, que prevê
cortes de 7% na Política de Coesão, 5% na PAC, e 4% nos pagamentos
diretos, e que é equivalente aos 1,11% do rendimento nacional bruto da
União Europeia a 27.Com
base nas propostas hoje apresentadas, o executivo comunitário irá nas
próximas semanas avançar com propostas detalhadas para os futuros
programas setoriais e arrancarão as negociações com o Conselho
(Estados-membros) – no qual o Quadro Financeiro Plurianual tem de ser
aprovado por unanimidade - e o Parlamento Europeu, esperando a Comissão
Europeia que seja alcançado um acordo antes das próximas eleições
europeias, agendadas para maio de 2019.