Governo diz que sistema educativo tem recursos humanos necessários
4 de nov. de 2019, 17:17
— Lusa/AO online
“No ano letivo 2014/2015
lecionavam nos Açores 5.400 professores e no ano letivo 2017/2018,
quando já se apregoava a falta de docentes, lecionavam 5.700. Isto
aconteceu numa conjuntura em que, em 2015, tínhamos 47 mil alunos e
agora, em 2019, temos 41 mil”, referiu o secretário regional da Educação
e Cultura.Avelino Meneses falava à margem
da reunião do Conselho Coordenador do Sistema Educativo Regional, em
Ponta Delgada.O
PSD/Açores denunciou hoje que “a falta de docentes é transversal a mais
de metade das escolas da região”, frisando que as medidas apresentadas
pelos social-democratas para evitar "esta realidade foram todas
chumbadas pela maioria socialista”.“A
falta de docentes é uma realidade que é transversal a mais de metade das
escolas da região. Merece a nossa preocupação e a reflexão sobre as
políticas educativas nos Açores”, afirmou Maria João Carreiro, deputada
social-democrata no parlamento dos Açores, em declarações aos
jornalistas.o secretário regional da
Educação e Cultura, citado numa nota enviada pelo executivo açoriano,
sublinhou que “com mais professores” e “menos alunos” no sistema “não
pode haver falta de apoio docente”.“Com mais professores, mais 300, com menos alunos, menos 6.000, não pode haver falta de apoio docente”, sustentou.Avelino
Meneses reconheceu que há menos professores no mercado e que essa
situação “se agravará no país e na região nos anos mais próximos”,
decorrente do envelhecimento da classe docente e da sua passagem para a
situação de aposentação, mas também da “quase nula ou, pelo menos,
insuficiente formação” pelas universidades de professores nos últimos 20
anos.O secretário regional da Educação
sublinhou que este é um problema que “um governo não pode resolver de um
momento para o outro”, mas o ensino superior, “que beneficia de uma
autonomia própria e que terá de fazer a devida análise da situação”.Tendo
em conta estas razões, a que acrescem as condições criadas para o
exercício da atividade docente nos Açores, nomeadamente "um melhor
sistema de avaliação, de progressão e descongelamento de carreiras e de
concursos", o titular pela pasta da Educação na região disse que o
Governo açoriano “não está a equacionar” a possibilidade de reativar os
incentivos à fixação de professores.