Governo diz que rejeitar inscrições de utentes nos centros de saúde é uma irresponsabilidade
22 de nov. de 2021, 12:27
— Lusa/AO Online
O Jornal de Notícias avança na edição de hoje que muitas unidades de
saúde familiar atingiram o limite de utentes e estão a rejeitar novas
inscrições, noticiando ainda que os utentes vão passar a saber quais os
centros de saúde onde há vagas nas listas dos médicos de família. Questionado
sobre esta situação à margem do Lançamento da Semana Internacional e
Europeia do Teste, que está a decorrer em Lisboa, o governante disse não
ter conhecimento de que alguém tenha sido rejeitado, frisando que “se
isso aconteceu é uma irresponsabilidade e deve ser comunicado”.“Portanto,
não se trata de rejeitar ninguém, ninguém pode ser rejeitado, o que
pode acontecer é não ser logo atribuído o médico de família, agora
rejeitado garantidamente que não”, vincou Lacerda Sales.Entretanto
e em resposta à agência Lusa a propósito da mesma notícia, o Ministério
da Saúde diz desconhecer estes casos e insiste que todo cidadão tem
direito à inscrição no Regional Nacional de Utentes.Recorda
que a inscrição de novos utentes ocorre com a atribuição de médico de
família logo após o nascimento; através da integração no cartão do
cidadão, aquando do pedido de requisição, ou nas unidades dos
Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) “onde o utente se pretende
inscrever”.Lembra ainda que, quando não há
possibilidade de atribuição de médico de família, o utente fica
inscrito numa lista de espera do ACES [Agrupamento de Centros de Saúde] e
pode manifestar a opção pela unidade onde pretende vir a ter médico de
família, sendo que a inscrição é feita “no secretariado clínico de
qualquer unidade funcional do ACES ou no gabinete do cidadão”.A
inscrição do utente, embora deva ser efetuada “preferencialmente numa
unidade funcional (USF/UCSP) da área da residência”, pode, por escolha
do utente, “ser efetuada em unidade funcional situada fora da sua área
de residência”.Segundo escreve o JN, para
os utentes sem médico de família, que em setembro eram mais de um
milhão, os ACES “vão publicitar os serviços mínimos prestados” para que o
utente possa escolher qual a unidade onde pretende inscrever-se.Já
de acordo com Lacerda Sales, há uma plataforma que pode ser consultada
por todas as pessoas, para que possam perceber quais os centros de
saúde, quer da área de residência, quer periféricos, onde eventualmente
possa haver disponibilidade para médico de família ou para consulta.“Isso
é o que há de novo agora rejeitados não, ninguém é rejeitado para se
inscrever no Serviço Nacional de Saúde como é óbvio”, reiterou.Segundo
o Jornal de Notícias, a carência de médicos de família, aliada à
pressão dos novos inscritos - mais 380 mil, segundo adiantou, na
sexta-feira passada, a ministra da Saúde - está a causar grandes
dificuldades a quem pretende inscrever-se ou mudar de centro de saúde.