Governo diz que pode apenas "minimizar efeitos" da crise

Política

23 de nov. de 2011, 17:45 — Lusa/AO online

No próximo ano, "vamos reduzir a despesa de funcionamento da administração em 34 milhões de euros para compensar a quebra de receitas e estabilizar o investimento", mas “é impossível o Governo Regional substituir a banca na alavancagem da economia”, afirmou Sérgio Ávila. Num debate com os parceiros sociais promovido na Ribeira Grande pelo grupo parlamentar do PS, o vice-presidente do Executivo açoriano insistiu no grave cenário criado à Região pela escassez de credito e pelo impacto no consumo das medidas de austeridade aprovadas pelo Governo de Pedro Passos Coelho. “Em 2007 a banca injectou na economia açoriana (diferença entre o valor dos depósitos e dos créditos concedidos) 620 milhões de euros, mas no primeiro semestre deste ano o total dos empréstimos concedidos nas ilhas foi inferior em 67 milhões ao dos depósitos”. Segundo Sérgio Ávila, há quatro anos os “bancos investiam mais nos Açores do que o Governo Regional”. Apesar das dificuldades, o investimento directo da Região vai corresponder no próximo ano a 45 por cento do Orçamento, concentrando-se no apoio às empresas, especialmente as exportadoras, e às famílias, referiu.