Governo diz que não há portugueses entre as vítimas
3 de out. de 2017, 08:40
— Lusa/AO Online
“Recebemos a informação das autoridades
policiais de Las Vegas ontem [segunda-feira] à noite de que não há
portugueses no conjunto de feridos e vítimas mortais deste acontecimento
tão grave e tão lamentável”, adiantou à agência Lusa José Luís
Carneiro.De acordo com o secretário de Estado das Comunidades
Portuguesas, a missão portuguesa em Las Vegas contactou com um português
que assistiu ao concerto, mas que se encontra bem.“O
departamento de Estado [norte-americano] contactou todas as missões
afetadas e a nossa missão felizmente não foi contactada. Um português
com quem contactámos, que assistiu ao concerto, encontra-se bem”, disse.Apesar
da informação de que até ao momento não há vítimas nem feridos
portugueses, José Luís Carneiro sublinhou que estes números são sempre
provisórios, uma vez que as autoridades norte-americanas ainda não
conseguiram identificar todas as pessoas.“Contudo, continuamos a
acompanhar a situação para verificar o decurso das diligências da
polícia para saber com certeza se há algum cidadão português envolvido”,
concluiu.Pelo menos 59 pessoas morreram e 527 ficaram feridas no
tiroteio ocorrido no domingo à noite em Las Vegas, no Estado do Nevada,
nos Estados Unidos da América, durante um concerto de música ‘country’
junto a um casino.A polícia federal norte-americana (FBI) indicou
que o autor do ataque - identificado como Stephen Paddock, um residente
local de 64 anos -, não tinha qualquer relação com grupos terroristas.Esta
informação do FBI surgiu depois de o grupo extremista Estado Islâmico
(EI) ter reivindicado o ataque, sem fornecer qualquer prova da sua
alegação.As autoridades ainda não identificaram qual o motivo do
ataque, mas acreditam que o homem agiu sozinho. O homem matou-se depois,
com o vice-xerife de Las Vegas, Kevin McMahill, a afirmar que "havia
pelo menos oito armas de fogo" no quarto de hotel do suspeito.Entretanto,
as autoridades anunciaram que pelo menos 18 armas, explosivos e
milhares de munições foram encontradas na casa do atirador, em Mesquite,
no Nevada.O Presidente norte-americano, Donald Trump, já condenou o ataque, descrevendo-o como “um ato de pura maldade”.Segundo
a agência Associated Press, este foi o tiroteio mais mortífero da
História moderna dos Estados Unidos da América, ultrapassando o número
de vítimas do ataque numa discoteca de Orlando, em junho de 2016, que
fez 49 mortes.