Governo diz que “não existe qualquer problema a nível estrutural” na EBS Calheta em São Jorge
20 de nov. de 2019, 13:06
— Susete Rodrigues/AO Online
“Na nova Escola Básica
e Secundária da Calheta, na ilha de São Jorge, não existe qualquer
problema a nível estrutural, ao contrário do afirmado e sem
qualquer fundamento técnico”, diz o executivo.
Num esclarecimento enviado
às redações, o a tutela refere, ainda, que “consideram-se
elementos construtivos estruturais as partes resistentes fundamentais
das construções que correspondem a elementos que comprometem a
estabilidade, tais como fundações, superestruturas (vigas, pilares,
lajes) ou sistemas de pré-esforço, entre outros”, explicando que
“acontece que os edifícios, imediatamente após a conclusão da
sua construção, começam a 'trabalhar' devido ao seu 'porte' e às
cargas a que ficam imediatamente sujeitos (revestimentos, paredes,
mobiliário, maquinaria, etc.)”.
Desta forma, o fenómeno
da fissuração em elementos de construção sem função estrutural,
“como é o caso das paredes de alvenaria de blocos, elementos estes
que podem ser removidos de qualquer edificação sem que esta indicie
alguma patologia, é algo natural e bastante admissível,
admissibilidade esta previamente calculada, quer em vigas, quer em
lajes”.
Conclui-se, assim, que o
“surgimento do fenómeno de fissuração em panos de alvenaria de
blocos é situação recorrente nos primeiros anos de vida de uma
edificação, fenómeno este que tende a estabilizar passados quatro
a cinco anos, pelo que as devidas reparações para colmatação das
patologias respetivas se encontram abrangidas pelo período de
garantia da obra, sendo que, por norma, somente serão realizadas
perto do final do quinto ano de vida do edificado, sob a
responsabilidade do empreiteiro e sem qualquer custo para o dono da
obra, no caso a Região”.
No que diz respeito à
solução de ventilação natural adotada para o pavilhão desportivo
da EBS da Calheta é a mesma adotada para os pavilhões que têm
vindo a ser construídos noutras escolas da Região.
A outra solução
possível é a “ventilação mecânica, que, como é facilmente
compreensível, implica custos muitíssimo avultados de investimento,
dado o valor dos equipamentos, e custos considerados incomportáveis
de exploração (em termos de gasto energético) dada a utilização
intensiva dos pavilhões”.
Assim, para já, o Governo
dos Açores não prevê qualquer intervenção de fundo ao nível do
pavilhão, nem a qualquer outro nível, “excetuando as correções
pontuais que, ao nível de garantia de obra, o empreiteiro vai
efetuando à medida que é notificado para proceder às mesmas,
relativamente a pequenas infiltrações ou situações similares”.