Governo diz que lei do tabaco “não é proibicionista”e que vai ajudar quem quer deixar de fumar
28 de set. de 2023, 15:06
— Lusa
“Esta nossa proposta
não é uma proposta proibicionista. O que pretendemos é regular. Ao
diminuir os locais onde é possível fumar, ao diminuir os postos de venda
e ao equiparar o tabaco [aquecido ao tradicional] temos como objetivo
proteger as crianças e jovens”, disse Margarida Tavares.Num
debate em plenário no qual se discute uma alteração que visa introduzir
novas restrições à venda de tabaco e aos locais onde é possível fumar,
Margarida Tavares foi confrontada por perguntas do PSD e do PCP sobre o
impacto que estas alterações terão na indústria, nomeadamente na Madeira
e nos Açores, bem como quais as medidas que estão em curso para ajudar
quem fuma.“Esta lei prima por ser
progressiva e por ter, inclusivamente, normas de transição que permitem a
adaptação não só da sociedade, mas também do comércio e da indústria”,
disse, recordando as datas da nova lei.Segundo
a proposta de lei, os estabelecimentos que têm os seus espaços
adaptados aos procedimentos legislativos em vigor, a eliminação
definitiva do fumo em áreas fechadas só entrará em vigor a partir de
2030, permitindo-lhes recuperar o investimento realizado.Antes,
a partir de 2025, dar-se-á a extensão da proibição de venda de tabaco
em locais onde é proibido fumar e serão redefinidos espaços onde é
permitida a instalação de máquinas de venda automática.“Damos tempo para se adaptarem”, resumiu a secretária de Estado.Quanto
às consultas de cessação tabágica, Margarida Tavares não precisou com
números que aumento terão, mas assegurou que o Governo “está a
trabalhar” para recuperar do impacto da pandemia da covid-19 nesta
matéria.“Neste momento o medicamento [de
desabituação tabágica] que era comparticipado foi retirado do mercado e
existe um outro medicamento que não foi pedida a comparticipação.
Estamos a fazer esse caminho para que ele possa ser comparticipado, mas
isto tem exigências que a própria indústria pode não estar disponível
porque é preciso negociar preços. É um caminho que estamos a percorrer”,
descreveu.