Governo diz estar “no meio e na moderação” em áreas como imigração ou trabalho
Hoje 17:34
— Lusa/AO Online
No final da
reunião semanal do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro foi
questionado sobre o discurso de António José Seguro nas comemorações
oficiais do 10 de Junho, na ilha Terceira, que falou da necessidade das
"palavras do meio" como convite ao diálogo em "tempos de trincheiras",
bem como coragem para se fazer "escolhas difíceis" e pensar mais no
longo prazo do que no ciclo eleitoral.António
Leitão Amaro disse não querer “cometer a deselegância” de comentar as
palavras do chefe de Estado, mas considerou que o Governo PSD/CDS-PP tem
tido uma prática de moderação, bem como de reformismo.“Nós
estamos no meio, nós estamos na moderação, e estamos na moderação em
várias áreas: a lei laboral é uma reforma que nos retira de um espaço de
rigidez”, apontou como exemplo, a par da revisão das leis da imigração
ou até da criação da nova prestação social única (PSU), que disse estar
“perfeitamente alinhada com soluções de outros países”.Leitão
Amaro considerou que a atuação do Governo tem passado por estar entre
“extremos facilitistas, extremos imobilistas, extremos estatistas e
intervencionistas, extremos populistas e radicais”.“Nós estamos no meio e temos procurado estar no meio e na moderação”, disse.Como
outros exemplos, o ministro apontou o reforço do Complemento Solidário
para Idosos, da contribuição a 100% dos medicamentos para estes
beneficiários, a redução do IRC ou a valorização do salário mínimo
nacional.“É por isso, também, que tem sido
possível algumas leis acolherem o apoio de uma certa configuração
partidária, maioritária no Parlamento, e outras, outra”, disse.Leitão Amaro procurou resumir a ação do Governo como “uma demonstração de dois esforços”.“Um
reformismo para mudar a vida dos portugueses - com certeza resolver
problemas no imediato, mas também no longo prazo, se for necessário mais
tempo para as políticas produzirem efeitos. Nós não vamos deixar de
tomar as medidas mesmo que só tenham benefícios mais no longo prazo e
sempre com uma preocupação humanista, moderada, no discurso e na ação”,
disse.