Governo disponível para negociar com sindicatos dos guardas prisionais
23 de out. de 2018, 14:10
— Lusa/AO Online
"O
Governo negoceia na área da justiça, como em todas as áreas. O Governo
tem sempre negociado com as estruturas sindicais representativas.
Obviamente continuará a falar com os sindicatos do corpo da guarda
prisional, como falou até agora", afirmou a governante.Os
guardas prisionais iniciaram às 0:00 de hoje uma greve de três dias e
juntam-se na sexta-feira à paralisação da função pública, reivindicando
questões ligadas à carreira e o cumprimento da promessa da tutela sobre
revisão do estatuto profissional.Falando
em Paredes, no distrito do Porto, à margem da cerimónia de assinatura
de um protocolo com a autarquia local para ampliação do tribunal, a
ministra da Justiça disse que, apesar da greve, estão asseguradas as
condições de seguranças nas prisões."Sempre
que há greves há um acordo relativamente aos serviços mínimos. Apesar
da greve, há um mínimo de serviços definido em função das necessidades
de segurança dos edifícios. Os níveis de segurança estão garantidos
pelos serviços mínimos", afirmou.Sobre
outras consequências da greve, nomeadamente ao nível das visitas de
familiares e atividades desenvolvidas pelos reclusos nos
estabelecimentos prisionais, Francisca Van Dunem admitiu que "possa
haver situações em que haja dificuldades com as visitas, mas não em
todos os casos". "Esta greve não implica, necessariamente, que as pessoas deixem de ter visitas ou de fazer as atividades normais", acrescentou. A
ministra disse reafirmar que "os presos estão privados de liberdade,
mas não estão privados de dignidade" e que, por isso, o Governo tem
feito "um trabalho intenso no sentido, não só de requalificar os
espaços, mas também de reinserir os detidos".A
greve nacional dos guardas prisionais, iniciada às 00h00 de hoje,
registou uma adesão de cerca de 80%, segundo dados provisórios do
Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, que convocou a
paralisação.