Governo disponibiliza 50ME para apoiar empresas que exportam para Reino Unido
Brexit
15 de jan. de 2019, 13:03
— Lusa/AO Online
O
anúncio foi feito por membros do Governo no final da reunião do
Conselho de Internacionalização da Economia, na residência oficial do
primeiro-ministro, e será aprovada esta quinta-feira em Conselho de
Ministros como parte do pacote de medidas que o executivo quer pôr em
ação para fazer face ao caso de um 'hard Brexit', ou seja, saída do
Reino Unido da União Europeia sem acordo, sem período de transição. “Se
não houver acordo sobre os termos da saída da União Europeia, o Reino
Unido será a partir de 30 março um Estado terceiro […] e isso significa
que as empresas que exportam para o Reino Unido passam a ter controlo
alfandegário e aduaneiro, com custos e dificuldades para empresas. Em
primeiro lugar, vamos aprovar uma linha de financiamento a empresas de
50 milhões de euros para adaptações internas e diversificação de
mercado”, disse o ministro da Economia, Siza Vieira, em conferência de
imprensa no final do Conselho de Internacionalização.Já
questionado sobre o que acontece a essa medida se hoje houver um acordo
ao plano do ‘Brexit’ no Parlamento britânico, o ministro dos Negócios
Estrangeiros, Augusto Santos Silva, considerou esse o melhor cenário mas
que, mesmo nesse caso, a medida se mantém uma vez que a saída do Reino
Unido terá na mesma implicações importantes para a economia portuguesa e
para as empresas, ainda que de forma menos drástica.“O
facto de poder haver a linha de apoio aplica-se no caso de haver
acordo, porque também neste caso as empresas terão de se adaptar, mas
terão mais tempo para se adaptar”, afirmou o governante.Os
governantes anunciaram ainda que em caso de ‘hard Brexit’ serão ainda
reforçados os atendimentos aos turistas do Reino Unido nos aeroportos
portugueses – sobretudo nos mais usados - Faro e Funchal -, para que não
se criem tantos problemas nas formalidades, nomeadamente no controlo de
passaportes.O
ministro da Economia mostrou-se preocupado com o impacto no turismo,
tendo adiantado que o Governo vai levar a cabo campanhas institucionais
no Reino Unido para evitar uma queda do turismo que tem origem naquele
país.“Ao nível
do turismo, onde o Reino Unido é o maior e principal mercado para
Portugal, vamos tentar assegurar os fluxos turísticos”, afirmou Siza
Vieira.