Governo disponibiliza 1 ME mensais em apoios às famílias para "mitigar inflação"
21 de jul. de 2022, 17:58
— Lusa/AO online
“Vamos
aumentar o rendimento disponível das famílias. Já o tínhamos feito e
nem sequer pensávamos em [aumento da] inflação. Continuamos a atuar,
proativamente e preventivamente, com medidas temporárias para mitigar o
efeito da inflação. Com as ações tomadas anteriormente, a inflação, que
nos Açores é de seis e pouco por cento, está a ter um impacto real de
apenas um e pouco por cento”, afirmou Artur Lima, na apresentação das
decisões do Conselho do Governo realizado nas Velas, ilha de São Jorge.O
governante criticou o PS/Açores por “pregar a desgraça” e usou uma
expressão do presidente do PS espanhol para lamentar que a oposição faça
“uma política de traficantes do medo”.“Será
certamente um trauma governativo do PS por ter perdido a confiança dos
açorianos”, observou o vice-presidente do executivo açoriano, de
coligação PSD/CDS-PP/PPM, referindo-se ao facto de o PS ter saído do
poder na região após 24 anos de governação.O
líder do PS/Açores acusou na quarta-feira o Governo Regional de andar
"distraído", ao não ver a “gravidade da situação" das "famílias e
empresas" e não tomar iniciativas para mitigar os efeitos do aumento da
inflação.No Conselho do Governo de hoje
foi ainda aprovado o aumento de dez euros do valor atualmente em vigor
do Complemento para a Aquisição de Medicamentos pelos Idosos (COMPAMID)
no ciclo anual em curso.Por outro lado, o
executivo vai aumentar em dez euros o montante atualmente em vigor do
Complemento Açoriano ao Abono de Família para crianças e jovens,
referente “ao segundo semestre de 2022”.Foi também decidido um apoio de 20 euros para as famílias beneficiárias da tarifa social de eletricidade criada pela República.“O
apoio abarcará 19.192 beneficiários. O impacto financeiro previsto para
o segundo processamento da tarifa social, a pagar em agosto, é de cerca
de 390 mil euros”, descreve-se no comunicado do Conselho do Governo. O
documento acrescenta estas medidas são tomadas “apesar de a inflação
não ser controlável pelo Governo Regional e de, nesta fase, caber ao
Estado desenvolver medidas de apoio efetivo às famílias e às empresas”.“Entende-se
ser determinante responder, com prontidão, aos agregados familiares
mais carenciados, às crianças e aos pensionistas dos Açores”, justifica o
executivo.A iniciativa “visa assegurar a
adoção de medidas de apoio excecional para mitigar os efeitos sociais da
inflação junto da população socialmente mais desprotegida”, acrescentou
Artur Lima.