Governo aprova medidas excecionais de contratação pública após incêndio no hospital de Ponta Delgada
23 de mai. de 2024, 17:50
— Lusa/AO Online
De
acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, “ao abrigo do
princípio da solidariedade nacional”, foi também aprovada uma resolução
que “reconhecendo a situação de calamidade pública, aprova apoios
financeiros extraordinários indispensáveis à reposição da normalidade na
prestação de cuidados de saúde, na proporção de 85% das despesas
elegíveis causadas ou decorrentes do incêndio”.O
HDES, na ilha de São Miguel, sofreu um incêndio no dia 04 de maio, que o
deixou sem atividade e obrigou à transferência de todos os doentes que
estavam internados para outras unidades de saúde dos Açores, da Madeira e
do continente.No Conselho de Ministro,
que decorreu esta quinta-feira, em Braga, foi ainda aprovada a constituição
de uma comissão tripartida entre os ministérios das Finanças e da Saúde e
o Governo Regional para “identificação e monitorização das despesas
elegíveis”. Além disso, será celebrado um protocolo para apoio técnico entre o Ministério da Saúde e a Secretaria Regional da Saúde.Na
segunda-feira, o presidente do Governo Regional dos Açores
(PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro já tinha anunciado que o Governo
da República iria assumir a comparticipação de 85% dos custos com a
reabilitação do HDES.“Está assumida, pelo
Governo da República, designadamente pelo primeiro-ministro, a solidária
comparticipação nos custos da operação imediata e futura no Hospital do
Divino Espírito Santo: 85% de comparticipação, e respetivo adiantamento
este ano, do que for estimado [em relação] aos custos, a pagar até
final do corrente ano”, afirmou José Manuel Bolieiro, numa intervenção
na sessão solene do Dia dos Açores.Entretanto,
na quarta-feira, a secretária regional da Saúde dos Açores, Mónica
Seidi, revelou que a estimativa preliminar de custos para o HDES
funcionar este ano é de 24,306 milhões de euros.