Governo da Madeira vai criar fundo para apoiar famílias com crédito à habitação
6 de out. de 2022, 15:40
— Lusa/AO Online
“Em função do rendimento
das famílias, nós vamos apoiar na taxa de esforço”, disse Miguel
Albuquerque, à margem de uma visita a uma empresa de serragens, em
Câmara de Lobos, na zona oeste da ilha. Segundo
explicou o presidente do Governo Regional, o executivo está “a fazer o
cálculo e um levantamento junto da banca para saber quantas famílias têm
crédito [à habitação] e qual a taxa de esforço”, para “depois
orçamentar [o fundo de apoio]”.Miguel Albuquerque não adiantou, contudo, mais pormenores.O
presidente do Governo Regional considerou ser “decisivo e muito
importante” auxiliar as famílias face à atual conjuntura de crise, mas
manifestou-se contra a distribuição indiscriminada de dinheiro pela
população. “Eu não sou favorável a dar
dinheiro a toda a gente”, declarou, acrescentando que “as ajudas devem
ser proporcionadas em função do rendimento de cada um” e que “as
famílias mais vulneráveis devem ter mais apoios, aquelas que têm mais
rendimento devem ter menos”.“É assim que se faz justiça social, não é dar dinheiro indiscriminadamente às pessoas”, reforçou. Miguel
Albuquerque reagia deste modo às propostas apresentadas pelo PS/Madeira
no parlamento regional, no sentido de o executivo devolver aos
residentes no arquipélago cerca de 87 milhões de euros de receita
extraordinária que deverá arrecadar por via do IVA, tendo em conta a
inflação e o facto de não aplicar a redução máxima de 30% prevista na
Lei das Finanças Regionais. O PS, maior
partido da oposição madeirense, defende, por exemplo, a atribuição de
300 euros a cada madeirense com vencimento inferior a 2.700 euros e 500
euros por cada descendente, bem como 300 euros por cada pessoa
institucionalizada.“Já temos um pacote de
ajudas às famílias que é muito maior do que o que o Governo nacional
apresentou”, disse Miguel Albuquerque, realçando que “todo o dinheiro”
que o executivo regional utiliza em apoios “leva em linha de conta o
rendimento das famílias”.