Governo da Madeira vai anunciar alívio das restrições na segunda-feira
Covid-19
20 de abr. de 2021, 14:29
— Lusa/AO Online
"A conclusão
que podemos tirar é que a Páscoa correu bem", afirmou Miguel Albuquerque
durante a visita ao centro de vacinação na freguesia dos Prazeres, no
concelho da Calheta, na zona oeste da ilha da Madeira.O
responsável social-democrata do Governo da Madeira, de coligação
PSD/CDS, considerou que "as medidas de restrição e o recolher
obrigatório durante a Páscoa foram essenciais para a contenção da
pandemia".Questionado sobre a
possibilidade de serem aliviadas as medidas restritivas já a partir da
próxima semana, passados 15 dias da reabertura das aulas presenciais
para os alunos do 3.º ciclo e secundário, o governante sublinhou que
está dependente “da evolução da situação pandémica da região, do grau de
transmissão e do número de casos”, que serão avaliados no domingo à
noite."Mas, temos de levar em linha de
conta que temos 310 casos ativos” no arquipélago e que “a pandemia não
desapareceu” na região, enfatizou.Miguel
Albuquerque sustentou que o alívio das restrições não pode ser feito
“precipitadamente” para evitar que “tudo volte para trás e ter de voltar
a fechar as coisas, como aconteceu recentemente nos Açores”.“Na
segunda-feira iremos então anunciar qual o alívio dessas restrições”,
avançou, recusando “levantar o véu” sobre as mesmas para “não criar
falsas expectativas”, visto não ser disponível para fazer “a análise
completa dos dados” relacionados com os dois ciclos de incubação da
reabertura das aulas.O responsável indicou
que, “se tudo continuar como está” neste momento na região, irá
“anunciar medidas mantendo sempre a situação de evitar os potenciais
contágios”, corroborando que “até agora a situação tem-se mantido
estável”, com os novos casos diários de covid-19 reportados pela Direção
Regional da Saúde a rondarem as 20 situações ou menos na Madeira.O
governante insular ainda realçou estar ciente das dificuldades que
alguns setores estão a atravessar devido à pandemia, mas alertou que
"não vale a pena fazerem pressão sobre o Governo [Regional] nem sobre as
autoridades de saúde, porque as decisões serão tomadas tendo por base a
realidade situação epidemiológica, única e exclusivamente, e o grau de
risco a que essas decisões poderão expor a população”.Segundo
o líder madeirense, existem “algumas especulações e alguns pedidos
setoriais, mas tudo será feito para garantir segurança, sobretudo para
salvar o verão e a retoma do turismo”.Albuquerque
rejeitou a tomada de “medidas precipitadas, irresponsáveis, em função
do interesse imediato”, frisando compreender a “ansiedade” dos
empresários. “Mas, neste momento, vamos
tomar as decisões com toda a calma, ponderação e todo o sentido de
responsabilidade em consonância sempre com as autoridades de saúde
regional.Sobre o processo de vacinação em
curso na Madeira, Miguel Albuquerque apontou que na região “estão 71.089
pessoas já vacinadas”, das quais 52.474 “com a primeira inoculação” e
19.615 com a segunda.“Neste momento, o
ritmo da vacinação está a correr conforme aquilo que estava planeado
pelas autoridades de Saúde e pelo Governo [Regional]", reforçou,
destacando “o esforço para cumprir os objetivos, que é ter a população
imunizada em meados ou fins de setembro”.O
governante ainda argumentou que, se a região receber a vacina da
Johnson & Johnson, “em junho pode ser acelerado o processo de
vacinação”, visto que neste caso basta uma só inoculação.