Governo cria ‘task-force’ para ajudar escolas com falta de professores
17 de nov. de 2021, 15:57
— Lusa/AO Online
O
grupo de trabalho, que será constituído por elementos da Direção-Geral
de Estabelecimentos de Ensino e da Direção-Geral da Administração
Escolar, vai colaborar diretamente com as escolas para avaliar as
situações de carência em concreto.“Vai
trabalhar caso a caso com as escolas para identificar as situações em
que não estão a conseguir colocação mesmo na contratação de escola e
verificar, de acordo com os recursos que existem nas escolas, como é que
conseguimos colmatar essas falhas”, explicou a secretária de Estado da
Educação, Inês Ramires.A medida foi
anuncia no final da apresentação de um de diagnóstico de
necessidades docentes de 2021 a 2030, da Universidade Nova de Lisboa,
que conclui que, em consequência do número de professores que se deverão
aposentar nos próximos anos, será necessário contratar um total de 34,5
mil profissionais até 2030/2031 para assegurar que não há falta de
docentes nas escolas.No entanto, o
problema da falta de professores não é um cenário futurista,
verificando-se já em algumas escolas, designadamente nas regiões de
Lisboa e Vale do Tejo e Algarve e em disciplinas concretas, como
Informática, Inglês, Português e Geografia, sobretudo no 3.º ciclo e
secundário.Por isso, o Ministério da
Educação vai tentar atenuar o problema com a criação da ‘task-force’
para resolver os horários por preencher, mas a secretária de Estado
recordou que o executivo tem vindo a tomar medidas desde 2015 para
atenuar o problema, referindo reservas de recrutamento, que agora são
semanais, ou a vinculação de 11 mil docentes nos últimos seis anos.Na
mesma sessão, Inês Ramires anunciou um conjunto de medidas no âmbito da
formação inicial, habilitações para a docência e recrutamento, com o
intuito de tornar mais atrativa a profissão docente.No
entanto, a realização de eleições legislativas antecipadas, convocadas
pelo Presidente da República para 30 de janeiro na sequência do chumbo
do Orçamento do Estado para 2022, obrigou à suspensão da implementação
das mudanças apresentadas.“O Governo tem,
neste momento, todas as condições formais para governar, mas existem
questões em concreto que estão aqui em cima da mesa porque têm de ser
feitas, queremos fazê-las, mas precisamos de condições para isso”,
afirmou o ministro Tiago Brandão Rodrigues, justificando que estão em
causa matérias complexas, com implicações orçamentais, que implicam uma
negociação “com densidade e continuidade”.