Governo cria plataforma de financiamento coletivo de projetos
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Hoje 17:54
— Lusa/AO Online
A
Plataforma Digital de Financiamento Colaborativo para a Reconstrução
pretende mobilizar cidadãos, empresas e organizações no apoio a
iniciativas de recuperação e transformação sustentável nos territórios
afetados. A ferramenta, coordenada pela
Estrutura de Missão para a Reconstrução da região Centro do País em
parceria com a plataforma PPL, procura impulsionar “a sociedade para
apresentar projetos com impacto real nas comunidades e, simultaneamente,
criar um canal transparente para envolver grandes doadores”. Num
comunicado enviado hoje à agência Lusa, o Ministério da Reforma do
Estado explicou que a união destes doadores, nomeadamente fundações,
empresas e mecenas, vai permitir “que contributos de maior dimensão
sejam direcionados para iniciativas estruturantes e devidamente
acompanhadas”. De acordo com o ministro
Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Saraiva Matias, citado na nota,
“esta campanha nasce para mobilizar todos - cidadãos, empresas e
organizações - num esforço coletivo de recuperação”. Também
mencionado no comunicado, o coordenador da Estrutura de Missão, Paulo
Fernandes, destacou que o mecanismo “constitui um exercício de
planeamento, cocriação e transparência, que visa envolver a comunidade e
investidores institucionais no financiamento direto de projetos com
impacto no território”. Promove, assim, “uma lógica de corresponsabilização e mobilização coletiva para a reconstrução”. O
objetivo passa não apenas por repor as condições anteriores, mas
promover intervenções estruturais, que reforcem a resiliência climática,
a transição energética e digital, a coesão territorial, o
desenvolvimento social e a capacidade de resposta futura. Destina-se
exclusivamente ao financiamento de projetos de utilização coletiva, não
sendo elegíveis intervenções de natureza privada ou destinadas à
reparação de prejuízos individuais. Segundo
aquele ministério, trata-se de um mecanismo complementar aos apoios
públicos já mobilizados, não sendo admissível a duplicação de
financiamento para as mesmas despesas. A plataforma está disponível em https://ppl.pt/reconstruir. Várias
tempestades assolaram Portugal continental desde o final de janeiro,
tendo sido a mais violenta a depressão Kristin, em 28 de janeiro. A
destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda
de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de
transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e
cheias são as principais consequências materiais do temporal.