Governo britânico só vai reavaliar quarentena no final de junho
Covid-19
4 de jun. de 2020, 10:12
— Lusa/AO Online
“A primeira
revisão será realizada na semana que começa a 28 de junho e as medidas
serão avaliadas continuamente a partir de então, juntamente com todas as
outras medidas para combater esta doença”, disse no parlamento
britânico.A partir de 08 de junho todas as
pessoas que cheguem ao Reino Unido, incluindo britânicos, por via
aérea, marítima ou ferroviária vão ser obrigadas a permanecer em
isolamento durante 14 dias para reduzir a probabilidade de infeção.As
transgressões serão puníveis com multas de mil libras (1.100 euros),
estando isentas pessoas vindas da Irlanda, motoristas de transportes de
mercadorias, médicos que estejam envolvidos no combate à pandemia de Covid-19 e trabalhadores agrícolas sazonais. O
ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse à
BBC Radio 4 que o governo está em negociações para estabelecer uma
“ponte aérea” que permita aos turistas britânicos que visitem Portugal
evitar a quarentena no regresso. Patel
admitiu que tem existindo "um envolvimento com embaixadas” estrangeiras
para explicar esta medida, mas vincou que só após uma avaliação dos
resultados é que poderão ser admitidos corredores de viagens
internacionais. "Quaisquer abordagens
internacionais serão bilaterais e acordadas com os outros países
envolvidos e, é claro, precisaremos de garantir que esses países são
considerados seguros”, disse. A ministra
disse que serão tornados públicos no futuro critérios que têm de ser
satisfeitos para as medidas de saúde serem levantadas, nomeadamente a
taxa de infeção e transmissão internacional e a credibilidade da
informação, as medidas implementadas pelos outros países, níveis de
casos importados de outros países e o nível de testes.A
imposição da quarentena foi recebida com desagrado pelo setor dos
transportes aéreos e do turismo e tem atraído críticas de deputados do
partido Conservador. Na semana passada,
mais de 200 empresas, incluindo hotéis, operadores turísticos e
restaurantes como Claridges, Ritz ou o grupo Mandarin Oriental,
escreveram uma carta à ministra do Interior, alegando que os planos do
governo são impraticáveis e que prejudicam o setor, que movimenta cerca
de cinco mil milhões de libras (5,6 mil milhões de euros). "A
última coisa de que a indústria de turismo precisa é de uma quarentena
obrigatória que vai impedir os turistas estrangeiros de virem para cá,
vai impedir os turistas do Reino Unido de viajarem para o exterior e
provavelmente vai fazer com que outros países imponham condições de
quarentena recíproca aos visitantes britânicos", lamentaram.