Governo britânico recua e desobriga profissionais de saúde das vacinas
Covid-19
2 de mar. de 2022, 17:46
— Lusa/AO Online
A
medida, inicialmente aplicada aos cuidadores de serviços sociais,
estava prevista para entrar em prática no início de abril em Inglaterra
para médicos e enfermeiros, e estava a causar preocupação devido à
resistência encontrada. Quando a decisão inicial foi tomada, "a variante Delta era dominante", lembrou o ministro da Saúde, Sajid Javid, em comunicado. "Desde
então, foi substituída pela Ómicron, que é menos grave, com a
percentagem de pessoas que precisam de cuidados intensivos ou
internamento hospitalar reduzida pela metade em comparação com a
variante Delta", disse.Segundo
o governante, “com uma população mais bem vacinada e menores taxas de
internamento, era correto voltar a estudar” a decisão, que foi rejeitada
por 90% dos 90 mil participantes em consulta pública sobre o assunto.Muitos
políticos, nomeadamente do Partido Conservador, manifestaram-se
preocupados com o risco de muitos profissionais preferirem demitir-se a
serem inoculados, aumentando a pressão no serviço público de saúde, onde
estão por preencher cerca de 100.00 vagas. O ministro, no entanto, salientou a “responsabilidade profissional” dos profissionais em serem vacinados.A
partir de 15 de março, os trabalhadores de lares de idosos e outras
instituições também vão deixar de estar obrigados a estarem vacinados,
lê-se no comunicado.Desde
o início da pandemia, o Reino Unido, país com 67 milhões de habitantes,
registou quase 19 milhões de casos do novo coronavírus e mais de 160
mil mortes. Cerca de 52 milhões de pessoas (85,2%) receberam duas doses da vacina e mais de 38 milhões (6,5%) uma terceira dose de reforço.A
Inglaterra suspendeu na semana passada a maioria das restrições ainda
em vigor no país, incluindo o fim do isolamento obrigatório para casos
positivos, uma medida altamente controversa na estratégia do
primeiro-ministro, Boris Johnson, de conviver com a covid-19 como se
fosse uma "gripe".No
Reino Unido, cada uma das quatro nações (Inglaterra, Escócia, País de
Gales e Irlanda do Norte) decide a sua própria política em questões de
saúde.