Governo britânico antecipa contração económica de 1,4% em 2023
17 de nov. de 2022, 13:13
— Lusa/AO Online
Com base nas estimativas do
Gabinete de Responsabilidade Orçamental [Office for Budget
Responsibility, OBR), Hunt admitiu que "o Reino Unido, tal como outros
países, está agora em recessão”. "De um
modo geral, este ano, a economia ainda deverá crescer 4,2%. O PIB cai
então em 2023 em 1,4%, antes de subir" 1,3% em 2024, 2,6% em 2025 e 2,7%
em 2027, adiantou Hunt. O ministro
acrescentou que "os preços mais elevados da energia explicam a maior
parte da revisão em baixa do crescimento acumulado desde março", cuja
responsabilidade atribuiu ao impacto da invasão russa da Ucrânia.Com
base nas estimativas do Gabinete de Responsabilidade Orçamental, cujo
relatório completo será publicado esta tarde, a taxa de inflação, que
atingiu 10,1% em outubro, vai descer até 9,1% em dezembro e para 7,4% no
próximo ano. Segundo Hunt, as medidas que
o Governo apresentou hoje de cortes na despesa pública e aumento de
impostos no valor de 55.000 milhões de libras (63.000 milhões de euros)
"ajudam a inflação a cair acentuadamente a partir de meados do próximo
ano”.O Governo britânico também antecipa
um aumento do desemprego dos atuais 3,6% para 4,9% em 2024, mas este
valor deverá voltar a descer. O ministro
das Finanças revelou também que nos próximos cinco anos o Reino Unido
vai reduzir o volume de endividamento para mais de metade. Este
ano, disse, o executivo deverá endividar-se em 177 mil milhões de
libras (203.000 milhões de euros), correspondente a 7,1% do PIB, mas em
2023 deverá descer para 140.000 milhões de libras (160.000 milhões de
euros), equivalente a 5,5% do PIB e em 2027 e 2028 para 69.000 milhões
de libras (79.000 milhões de euros), 2,4% do PIB. Como
resultado, o rácio da dívida pública em relação ao PIB deverá cair de
um máximo de 97,6% em 2025 e 2026 para 97,3% em 2027 e 2028.A
revisão das projeções foi feita no âmbito de um orçamento
extraordinário destinado a tapar um “buraco” nas contas públicas
estimado em 55.000 milhões de libras (63.000 milhões de euros) com
cortes na despesa pública e aumento de impostos.“Hoje
apresentamos um plano para enfrentar a crise do custo de vida e
reconstruir a nossa economia. As nossas prioridades são a estabilidade, o
crescimento e os serviços públicos”, afirmou Hunt. O
ministro disse que o plano "também conduz a uma recessão mais baixa,
contas de energia mais baixas, crescimento mais elevado, e um sistema de
ensino e NHS [sistema de saúde público] mais forte".