Governo aumenta verba para ligações de serviço público nos Açores para 62,5ME
30 de dez. de 2024, 16:01
— Lusa/AO Online
Segundo a resolução publicada em
Diário da República, o Conselho de Ministros autorizou o aumento do
valor do concurso destinado a assegurar as rotas não liberalizadas
Lisboa-Horta, Lisboa-Santa Maria, Lisboa-Pico e as ligações entre as
ilhas de São Miguel e Terceira com o Funchal pelo período de cinco anos.“Considerando
o hiato de tempo entretanto decorrido, importa proceder à reprogramação
dos encargos inicialmente previstos, aumentando o valor máximo da
despesa global autorizada para 62,5 milhões de euros”, lê-se na
publicação.O Governo lembra que, em
outubro de 2023, a verba para as obrigações de serviço público dos
Açores tinha sido fixada no montante máximo de 45 milhões de euros,
tendo o concurso público (lançado a 14 de março de 2024) recebido
apenas uma proposta que acabou excluída por apresentar um preço
contratual superior em “mais de 20% ao preço base”.“O
referido concurso ficou, consequentemente, deserto. Nestes termos,
importa modificar as condições para as rotas em causa, procurando
reduzir os critérios impostos, e dar início a novo procedimento
concursal, na modalidade de concurso público internacional”, justifica o
executivo.A 05 de dezembro, o governo
liderado por Luís Montenegro já tinha anunciado a reprogramação dos
encargos com os serviços aéreos em várias rotas entre Lisboa, Açores e
Madeira, até 2030, para lançar um novo concurso público internacional.Nessa
altura, o Governo da República justificou o aumento com a necessidade
de ajustar as condições contratuais para as rotas de modo a assegurar a
“exequibilidade e eficácia das referidas obrigações de serviço público”.A 15 de julho, o secretário de Estado das Infraestruturas, prometeu
relançar as obrigações de serviço público do transporte aéreo entre os
Açores e o continente o “mais rapidamente possível”, mas considerou
“difícil” compensar a SATA por realizar aquelas rotas sem concurso.“Vamos
relançá-lo o mais rapidamente possível. O concurso ficou vazio.
Obviamente, isso tem de nos levar a uma reflexão sobre os termos do
próprio concurso. Repetir o mesmo seria insanidade. Temos de refletir
sobre as condições do concurso. Queremos fazê-lo o mais rapidamente
possível. É uma obrigação”, afirmou o governante, após uma reunião com o
Governo Regional dos Açores.A SATA foi a
única a concorrer ao concurso público para assegurar a operação, mas
acabou excluída por reivindicar um valor superior ao preço base.