Governo atribui suplemento a médicos formadores e quer criar regime de exclusividade
6 de nov. de 2025, 11:38
— Lusa
Segundo a
secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, o
suplemento é uma “reivindicação dos sindicatos” que vem sendo, de “forma
faseada, implementado ao longo do tempo, para que se aproxime do valor
instituído a nível nacional aos centros de responsabilidade integrada e à
formação no âmbito da medicina geral e familiar”.Mónica
Seidi, que reuniu-se hoje em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, com o
Sindicato dos Médicos da Zona Sul e o Sindicato Independente dos
Médicos, adiantou ainda que, “para além do suplemento a pagar
mensalmente, de forma faseada, o orientador de formação, com base no
número de internos que tem à sua responsabilidade, tem horas que são
afetadas a essa mesma atividade”, valorizando-se assim “o seu papel”.Ainda
de acordo com a governante, o dossiê sobre os médicos que no Serviço
Regional de Saúde pretendam exercer em exclusividade foi outro dos temas
abordados no encontro com o sindicato, sendo que “nos últimos anos não
tem sido dada esta possibilidade”, uma vez que o regime de dedicação
plena não o impõe.“De forma a tornar a
carreira médica mais atrativa na Região Autónoma dos Açores, vamos ter
um regime diferenciador que não acontece a nível nacional, nem na Região
Autónoma da Madeira”, afirmou.Assim,
acrescentou, pretende-se trabalhar no próximo ano com os sindicatos para
criar um regime que traga “alguma justiça aos trabalhadores”, mas que
“não será implementado de uma vez só para a toda a classe profissional”.Em
comunicado, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul adiantou que “os
avanços da reunião negocial de hoje vão permitir que os médicos adiram
ao regime de dedicação em exclusivo e que recebam um suplemento para os
orientadores de formação”.Os médicos que
optarem por trabalhar exclusivamente no Serviço Regional de Saúde dos
Açores “vão ter uma majoração salarial atrativa para permitir a sua
fixação no setor público”, sendo que o suplemento de 200 euros para os
médicos orientadores de formação é considerado “um passo importante”
numa “valorização que será atualizada anualmente e terá início nos
primeiros meses de 2026, com efeitos retroativos desde janeiro”, lê-se
na nota do sindicato.