Governo anuncia “mais 4.500 camas” para estudantes universitários

21 de set. de 2020, 11:35 — Lusa/AO Online

“Cerca de mais 4.500 novas camas serão disponibilizadas em todo o país para os estudantes do ensino superior, através de pousadas da juventude, alojamentos locais e hotéis, representando um aumento de 16% face ao total de camas disponibilizadas no ano letivo anterior”, realça o MCTES, em nota à comunicação social, a que a Lusa teve acesso.No total, “mais de 18 mil camas” passam a estar disponíveis para os estudantes universitários, “em condições de conforto, qualidade e segurança”, quando, no ano letivo anterior, eram cerca de 16 mil.O Governo destaca o reforço da “capacidade instalada de alojamento público para estudantes”, sublinhando que tal decorre de “uma cooperação estratégica com o setor do Turismo, permitindo manter postos de trabalho e rentabilizando estruturas que, dada a diminuição da procura turística, enfrentam desafios adicionais de sustentabilidade”.Segundo o Governo, o aumento de camas resulta de acordos estabelecidos com a Movijovem e várias estruturas representativas de unidades hoteleiras e de alojamento local. O MCTES adianta que “os acordos começarão a ser assinados nos dias 21 e 22 de setembro, em cerimónias públicas no Porto, Vila Real e Lisboa”.Na nota à comunicação social, o MCTES partilha uma tabela sobre o impacto das medidas de combate à covid-19 no ano letivo de 2020/2021 nas residências de estudantes, em resultado das adaptações fixadas pelas autoridades de saúde.Atualmente, existem 12.855 camas públicas, às quais se juntam outras 1.100 camas através de protocolos com autarquias e instituições privadas, num total de 13.955, às quais se juntam agora as 4.500 anunciadas, totalizando 18.455 camas, a partir de outubro.As medidas de prevenção da covid-19 resultaram numa redução generalizada do número de camas disponível nas residências de estudantes, com exceção do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, que regista um aumento de 111 camas, e do Instituto Politécnico da Guarda e do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, que mantiveram as ofertas do ano letivo passado.No total, há, para este ano letivo, menos 15 por cento de oferta nas residências de estudantes (correspondendo a 2.218 camas).Esta diminuição é compensada pelo aumento de camas através de protocolos com autarquias e instituições privadas (de 892 para 1.100), mas, sobretudo, pela estreia dos privados (alojamentos locais e hotéis).Simultaneamente, e de acordo com a mesma tabela, verifica-se uma descida generalizada nos preços por quarto.Ainda assim, Lisboa pode chegar aos 500 euros (o valor máximo estava nos 593 em setembro de 2019), Porto aos 421 euros (era 460 à mesma data). O terceiro caso referido, Braga, mostra uma descida dos preços mínimo e médio, mas o valor máximo sobe, para aos 375 euros (era 353 em setembro de 2019).O número e tipo de camas disponíveis é constantemente atualizado no Observatório Digital do Alojamento Estudantil (https://www.student.alfredo.pt/), plataforma online que identifica diariamente a oferta privada de alojamento para estudantes, as zonas onde os estudantes de ensino superior estão alojados e as rendas praticadas a nível nacional, assim como o nível de ocupação e a evolução da oferta pública de camas em residências para estudantes.