Governo anuncia em breve medidas para garantir acesso a medicamentos
16 de jan. de 2023, 13:22
— Lusa/AO Online
“Temos
vindo a tratar, com os diferentes agentes do setor, medidas que visam
assegurar que os portugueses tenham acesso aos medicamentos de que
necessitam para tratar as suas doenças. Vamos anunciar nos próximos dias
medidas na área do medicamento”, disse Manuel Pizarro.O
ministro da Saúde, que falava aos jornalistas no Porto, garantiu que
não se tem sentido no país “carência de nenhum medicamento
indispensável”, mas admitiu que “existem dificuldades um pouco por toda a
Europa”.“É preciso dar essa mensagem de
tranquilidade. Mas a verdade é que dificuldades de abastecimento criam
pelo menos incómodo às pessoas e aos profissionais e isso é
absolutamente indesejável. Temos de tomar medidas para que Portugal
continue a ser um país com acesso claro aos medicamentos, procurando
combater dificuldades que existem um pouco por toda a Europa. Não são
apenas dificuldades portuguesas”, disse o governante.Já
em resposta ao desafio lançado pelo bastonário dos farmacêuticos, Hélder Mota Filipe, de criação de uma reserva de medicamentos, Pizarro
considerou a sugestão “bem-vinda”.“Dentro
das medidas que estão a ser equacionadas, essa proposta do senhor
bastonário da Ordem dos Farmacêuticos merece toda a nossa atenção”,
concluiu.Em entrevista ao Diário de
Notícias, Hélder Mota Filipe defendeu que se deve "trabalhar
urgentemente numa verdadeira, robusta e moderna estratégia de reserva de
medicamentos". "Deveríamos ter uma
reserva que permitisse ao Estado recorrer a ela nestas situações,
exatamente para se diminuir o risco de um problema de saúde pública",
disse o bastonário.Na mesma peça é
descrito que na última semana, o Instituto Nacional da Farmácia e do
Medicamento (Infarmed) suspendeu a exportação de 110 medicamentos,
incluindo o antibiótico amoxicilina, o anti-inflamatório ibuprofeno ou o
paracetamol.É descrito que estes estão a
faltar nas farmácias comunitárias e, nalguns casos, as reposições só
estão previstas para daqui a meses, situação atribuída a problemas na
produção e na distribuição.Ao DN, Hélder
Mota Filipe disse que "a situação tem vindo a agravar-se e, muito
provavelmente, vai agravar ainda mais, porque todas as causas que estão
na sua base se vão manter".