Governo altera condição de recursos para acesso ao novo apoio social
Covid-19
8 de abr. de 2021, 17:46
— Lusa/AO Online
O
anúncio foi feito pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança
Social, Ana Mendes Godinho, na conferência de imprensa após a reunião do
Conselho de Ministros.De acordo com a
governante, a condição de recursos (conjunto de condições que o agregado
familiar deve reunir para poder ter acesso ao apoio) deixa de
considerar património imobiliário até ao valor de 450 Indexantes de
Apoios Sociais, ou seja, até 197.464,5 euros, excluindo habitação
própria.Esta medida permitirá "um alargamento para que mais pessoas possam aceder ao apoio", realçou a ministra do Trabalho. Além
disso, o AERT passará a considerar as quebras de faturação do primeiro
trimestre do ano, passando assim a ter em conta os efeitos do
confinamento decretado em janeiro devido à pandemia de covid-19, tal
como a ministra tinha anunciado na terça-feira no parlamento."Deixam
de haver requisitos cumulativos de queda [de rendimento] e passa a
verificar-se só de acordo com a quebra de rendimento que aconteceu no
último trimestre", disse Ana Mendes Godinho. Com as alterações, o apoio passa também a incluir os trabalhadores independentes sem atividade aberta.A
ministra apelou "a todas as pessoas que apresentaram o pedido" ao AERT e
que ainda aguardam decisão para que preencham a declaração de
rendimentos relativa ao primeiro trimestre para que a Segurança Social
já tenha em consideração o novo cálculo. Na
terça-feira, no parlamento, a ministra avançou que a Segurança Social
recebeu 60 mil pedidos para o AERT, 39 mil dos quais foram aprovados e
21 mil estão pendentes, pelo que o universo potencial de abrangidos será
este último.Porém, o número de abrangidos
pelo alargamento do apoio "dependerá essencialmente dos rendimentos que
agora forem declarados pelos trabalhadores relativamente ao primeiro
trimestre", assim como o impacto financeiro, indicou Ana Mendes Godinho.
De acordo com as explicações dadas no
parlamento, dos 21 mil pedidos pendentes 60% não cumprem a quebra de
rendimentos de 40% no último trimestre de 2020 face a 2019 nem de 2020
face a 2019, um dos requisitos para aceder ao apoio.A
Segurança Social já enviou ‘e-mails’ aos potenciais abrangidos para que
antecipem a declaração de rendimentos do primeiro trimestre no sentido
de serem reavaliados, sendo o apoio retroativo a janeiro.O
AERT entrou em vigor em janeiro com o Orçamento do Estado para 2021
(OE2021) e destina-se aos trabalhadores sem proteção económica devido à
pandemia de covid-19 e prevê um apoio entre 50 euros e 501,16 euros,
sujeito a condição de recursos, na maioria dos casos.