Governo alarga prazo para pagamento do IMI até final de junho
Apagão
9 de mai. de 2025, 11:49
— Lusa/AO Online
“Considerando
que estes constrangimentos impossibilitaram o envio atempado de um
conjunto alargado de notas de cobrança do IMI, o qual se encontra a
decorrer, o Governo decidiu prorrogar, para todos os contribuintes, o
prazo para o pagamento da primeira prestação do IMI ou, se for o caso,
da prestação única deste imposto até ao final do mês de junho”, lê-se
num comunicado emitido hoje pelo Ministério das Finanças.Devido
às “dificuldades temporárias” registadas no acesso ao Portal das
Finanças, o Governo decidiu também prolongar até 16 de junho o prazo
para entrega pelas empresas da declaração de rendimentos do IRC (Modelo
22).“Tendo em conta as referidas
dificuldades temporárias no acesso ao Portal das Finanças e a
proximidade dos novos prazos para o cumprimento das obrigações fiscais
em matéria de IVA, que afetaram os trabalhos das empresas e dos
contabilistas para o preenchimento da declaração de rendimentos do IRC
(Modelo 22), o Governo decidiu, também, alargar o prazo para o
cumprimento desta obrigação até ao dia 16 de junho”, referem as
Finanças.Em causa estão “constrangimentos
técnicos” reportados ao Governo pela AT e ocorridos na sequência da
interrupção geral de fornecimento de energia elétrica que afetou toda a
Península Ibérica.Segundo o executivo,
estas dificuldades no funcionamento dos sistemas informáticos do fisco
têm, nomeadamente, “condicionado a emissão das notas de cobrança do IMI
referentes ao ano 2024”, impossibilitando o seu “envio atempado”.A 28 de abril, um corte generalizado no abastecimento elétrico deixou
Portugal continental, Espanha e Andorra praticamente sem eletricidade,
bem como uma parte do território de França.Aeroportos
fechados, congestionamento nos transportes e no trânsito nas grandes
cidades e falta de combustíveis foram algumas das consequências do
apagão.A Rede Europeia de Gestores de
Redes de Transporte de Eletricidade anunciou a criação de um comité para
investigar as causas deste apagão, que classificou como “excecional e
grave” e que deixou Portugal e Espanha às escuras.