Governo admite recurso a ajuste direto para aquisição de meios aéreos
Incêndios
3 de mai. de 2023, 13:02
— Lusa/AO Online
“O Ministério da Defesa tem vindo
a realizar os diferentes procedimentos de aquisição e já foi duas vezes
ao mercado. Tem sido um mercado difícil, porque há escassez de meios
aéreos e os que há estão a solicitar preços muito acima daquilo que eram
os preços praticados até há pouco tempo”, afirmou José Luís Carneiro.José
Luís Carneiro falava aos jornalistas, em Fafe, no distrito de Braga,
onde assistiu a uma ação de sensibilização para a limpeza e
proteção da floresta promovida por meios da proteção civil, incluindo a
GNR, no mercado semanal da cidade.Para o
ministro, se o Governo “verificar que não tem condições para, [no
âmbito] do procedimento de concurso público, ter os meios necessários
para as operações, terá de recorrer ao ajuste direto, para poder
responder às necessidades de mobilização dos meios aéreos, para um ano
que vai ser especialmente exigente e difícil”.Sinalizou,
a propósito, que as previsões apontam para um 2023 “ainda mais exigente
do que 2022, no que respeita às temperaturas”: “Tivemos o mês de
fevereiro mais quente de sempre, tivemos picos de calor em abril, que
são dos mais altos desde que já registos. Temos 34% do território
nacional em seca severa ou seca extrema”.Por
isso, referiu, o país deve estar unido “neste esforço nacional” para
promover limpezas de segurança, para ter acautelas no uso de fogo e no
uso de máquinas.Carneiro observou que este
ano há “mais meios humanos, mais meios materiais e mais investimento”
no dispositivo de combate aos fogos rurais.O
ministro assistiu a uma operação de meios de combate da região do
Vale do Ave, envolvendo várias corporações de bombeiros, que incluiu um
fogo controlado na zona serrana do concelho de Fafe, destinada a
preparar o dispositivo para época alta de incêndios.