Governo admite estudar aposta em maior exportação de ananás
14 de nov. de 2018, 19:25
— Lusa/AO online
"Acho
que o caminho de aumentar a exportação e as produções é um caminho
válido, a questão que se coloca aqui (...) é se é possível ou não
pensarmos em produzir ananás não em estufas de vidro tradicionais, mas
sim estufas, digamos, industriais", afirmou João Ponte, depois de uma
visita à plantação de ananás Boa Fruta, em Ponta Delgada.O
responsável pela pasta da Agricultura nos Açores lembra que o ananás é
um produto Denominação de Origem Protegida (DOP), com regras "que têm de
ser mantidas".O
governante assume que um maior volume de exportações é uma "reflexão
que tem de ser feita", no sentido de concertar uma "estratégia" com os
produtores de ananás. "Vamos
realizar no início do mês de dezembro uma reunião alargada com todos os
produtores, são cerca de duas centenas de produtores, para no fundo
fazermos uma reflexão e isso irá permitir ao Governo alinhar também a
sua política estratégica em relação ao futuro", sublinhou.Na
visita de hoje, José Dâmaso, sócio-gerente da Boa Fruta, empresa
responsável pela produção de 100 toneladas e pela comercialização de 300
toneladas de ananás, considerou que o futuro passa pela exportação dos
produtos para novos mercados."Eu
penso que a sustentabilidade terá de ser sempre garantida pela procura
de novos mercados, não podemos ficar cingidos a apenas um mercado em
qualquer atividade, temos de procurar novos mercados. Para procurar
novos mercados temos de repensar a nossa produção, a nossa capacidade de
produção", disse o empresário.Os
Açores produzem mil toneladas de ananás por ano, sendo que "entre 70 a
80%" do produto é para o mercado continental e o restante fica nos
Açores, chegando também de forma residual aos chamados mercados da
saudade, nomeadamente, Estados Unidos e Canadá.Em São Miguel, a única ilha aonde se produz ananás, existem cerca de 59 hectares de estufas de ananás.