Governo açoriano pede averiguação às atas do hospital de Ponta Delgada
24 de abr. de 2025, 17:52
— Lusa/AO Online
A informação, divulgada pela Antena 1/Açores, foi confirmada à agência Lusa por fonte oficial do Governo dos Açores.Segundo
a mesma fonte, a “secretária regional da Saúde vai pedir à Inspeção
Regional da Saúde que abra um processo de averiguações para, na esfera
das suas competências, esclarecer os factos em torno das atas do
anterior conselho de administração” do Hospital Divino Espírito Santo
(HDES).Na quarta-feira, o vogal do
conselho de administração do hospital de Ponta Delgada José Barreto
Carvalho denunciou "irregularidades" na gestão da instituição, como a
“adulteração” de atas, mas a ex-presidente Manuela Gomes de Menezes
disse que são acusações “totalmente falsas”.Segundo
José Carvalho, uma das atas das reuniões da administração do maior
hospital dos Açores incluía a posição da antiga presidente, que
levantava dúvidas sobre a opção sugerida pelo Governo Regional de aquisição de um hospital modular para repor o
normal funcionamento da unidade de saúde, que foi danificada por um
violento incêndio, a 4 de maio de 2024.As
acusações do vogal hospitalar, que continua em funções no HDES, foram,
no entanto, negadas por Manuela Gomes de Menezes, que também foi ouvida na comissão de inquérito, criada pelo parlamento açoriano, por
proposta da bancada do PSD.“São acusações
gravíssimas que são totalmente falsas”, garantiu a ex-presidente do
HDES, indicando que já encaminhou a situação para os advogados para que
seja reposto o seu “bom nome”.O parlamento
açoriano criou uma comissão de inquérito para apurar as causas e as
consequências do incêndio que ocorreu no HDES, e para avaliar também as
medidas tomadas pelo governo na gestão da catástrofe, após o incêndio.A comissão deverá apresentar um relatório final, no prazo de 120 dias (a contar do mês de fevereiro), com as suas conclusões.O
incêndio que deflagrou no dia 4 de maio no HDES, na ilha de São
Miguel, teve origem “em baterias de correção do fator de potência” e foi
combatido durante cerca de sete horas pelos bombeiros, obrigando à
transferência de todos os doentes internados para outras unidades de
saúde, incluindo para fora da região.Os prejuízos provocados pelo fogo estão estimados em mais de 24 milhões de euros.