Governo açoriano destaca "particular significado" de reposição das operações no Porto das Flores
21 de out. de 2022, 13:41
— Lusa/AO Online
A
operacionalidade do porto, destruído na sequência da passagem do
furacão Lorenzo, em 2019, foi reposta com "a primeira atracação" do
navio “Monte da Guia” na nova ponte-cais, segundo revelou a Portos dos
Açores.“O dia 21 de outubro de 2022 marca
um momento-chave na reposição das atividades operacionais do Porto das
Lajes das Flores e é um dia de particular significado para os
florentinos e para o Governo dos Açores, após os infelizes
acontecimentos provocados pela passagem do furacão Lorenzo em 2019”,
refere a secretária regional, citada numa nota divulgada na página da
Internet do executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM).O
molhe do porto das Flores, o único porto comercial da ilha, ficou
destruído na sequência da passagem do furacão Lorenzo, em outubro de
2019, originando constrangimentos no abastecimento à população.Na
nota, Berta Cabral destaca que “a nova ponte-cais, mais do que uma
infraestrutura essencial à ilha, é um símbolo da resiliência e da
superação dos habitantes das Flores”.“Assegurar
a sua operacionalidade era um compromisso firme e a prioridade absoluta
do Governo dos Açores e isso está garantido, tal como prometido, com o
empenho, a dedicação e a atuação diligente de vários intervenientes”,
salienta a governante.Berta Cabral
sublinha ainda que a ilha das Flores tem, a partir de hoje, "a garantia
de abastecimento, em segurança, nos padrões de funcionamento portuário"
que existiam anteriormente e "está a caminhar, com as fases subsequentes
da intervenção no porto, para uma capacidade operacional como nunca
existiu”.A nova ponte-cais "está
operacional desde 14 de outubro" e, segundo o executivo, salvaguarda
"todas as condições de segurança das operações, nos mesmos moldes do
passado, com os naturais condicionalismos meteorológicos", lê-se na nota
do Governo Regional."Tem um comprimento
de 140 metros e permite, no seu pleno funcionamento, a atracação de dois
navios – um de cada lado da ponte-cais – com comprimento até 130 metros
e com calado até 6,5 metros", é referido.Segundo
o executivo açoriano, o processo de reordenamento do porto e de
construção do novo molhe, que representa "o maior investimento do
Governo dos Açores", decorre "conforme previsto", perspetivando-se o
lançamento do procedimento concursal no decorrer do primeiro trimestre
de 2023.“Vamos continuar a trabalhar, com a
máxima diligencia e rapidez, no desenvolvimento dos trabalhos previstos
para as próximas fases, incluindo a rampa RO-RO, o molhe-cais e as
outras valências previstas”, adianta Berta Cabral.