Governo açoriano defende reflexão profunda sobre envelhecimento populacional
Hoje 16:39
— Lusa/AO Online
Artur
Lima falava na sessão comemorativa dos 164 anos do Lar D. Pedro V, na
Praia da Vitória, na ilha Terceira, tendo destacado o programa “Novos
Idosos”, uma resposta social do governo açoriano, como exemplo de um
novo paradigma de cuidados e de concretização do “direito a ficar” na
comunidade de origem, permitindo um envelhecimento ativo, com apoio
financeiro e acompanhamento técnico especializado no domicílio. “Há
que prever e prevenir para depois atuar”, defendeu o vice-presidente do
executivo, citado numa nota de imprensa.Para
Artur Lima, é fundamental iniciar “uma reflexão profunda sobre uma nova
economia, a economia sénior”, cujo “impacto futuro será imenso”, e é
necessário olhar "muito seriamente para a inclusão" da pessoa idosa,
para a sua participação nas comunidades e para “o seu bem-estar nas mais
variadas dimensões”.“É essencial a
participação do Estado, que tem o dever de proteção daqueles que
cuidaram de nós, em articulação e cooperação com as IPSS [instituições
particulares de solidariedade social], que têm e terão sempre um papel
humanista nesta matéria”.Durante a sessão
comemorativa do aniversário do Lar D. Pedro V, o governante salientou
tratar-se de uma instituição de referência, que “é muito mais do que um
espaço de acolhimento". "Aqui, são
valorizadas todas as etapas do envelhecimento, é valorizado o contributo
de inúmeros pais e avós para a nossa terra, é partilhada a sua
sabedoria e a sua identidade e é preservada a sua memória, que é também a
de todos nós, e por essa razão tão valiosa”, destacou.Artur
Lima enalteceu o facto de a IPSS ter sido, em 2022, a primeira
instituição de enquadramento do “Novos Idosos” em toda o arquipélago.O
governante garantiu que se “empenhará sempre para que o programa
continue dinâmico e ativo, contribuindo para a dignidade da pessoa
humana, matriz da democracia cristã”, depois de já ter beneficiado
centenas de açorianos, com “resultados extremamente positivos”.“Seis
em cada 10 idosos melhoraram as funções cognitivas, oito em cada 10
sentem-se menos sós e nove em cada 10 estão mais satisfeitos com a
vida”, realçou, vincando tratar-se de um “projeto humanista e pioneiro
em Portugal e na Europa".