Governo açoriano defende Conselho Económico e Social na alçada da Assembleia Regional
Hoje 15:06
— Lusa/AO Online
Em resposta a um
requerimento do Chega, o executivo dos Açores mostra
concordância com a passagem do CESA para a alçada da Assembleia
Legislativa Regional, já que aquele órgão se encontra, atualmente, sob
a dependência funcional do governo açoriano.“O
Governo Regional dos Açores acompanha, entre outras, a pretensão de
consagrar o funcionamento do Conselho junto da Assembleia Legislativa da
Região Autónoma dos Açores, sem prejuízo da sua natureza independente e
da sua função consultiva e de acompanhamento junto dos órgãos de
governo próprio da região”, lê-se na resposta consultada pela agência
Lusa.O Chega/Açores perguntou, a 21 de
abril, ao Governo Regional sobre as “alegadas exigências” apresentadas
pela presidente do CESA e questionou se Piedade Lalanda tem condições
para se manter no cargo.Na resposta, o
Governo Regional diz ter tido “conhecimento da referida proposta”
enquanto “entidade integrante do conselho”, mas defende que a
“apresentação, discussão e votação de propostas em plenário constituem
expressão da democracia e da pluralidade inerentes ao CESA enquanto
órgão colegial e independente”.“A senhora
presidente do CESA não apresentou quaisquer exigências ao Governo
Regional dos Açores quanto ao funcionamento do órgão ou aos recursos
afetos ao seu funcionamento”, esclarece o governo açoriano.O
Governo Regional lembra que o modelo de funcionamento do CESA “só pode
ser alterado” por decisão aprovada em Assembleia Regional e considera
“legítimo” um reforço de meios para o conselho.“É
legítimo que a experiência adquirida no funcionamento do conselho
demonstre a necessidade de reforçar as suas condições de apoio técnico,
administrativo e financeiro, assegurando maior estabilidade funcional,
maior previsibilidade na execução do seu programa de atividades e
melhores condições para o exercício das competências que lhe estão legal
e estatutariamente cometidas”, defende.Segundo
uma proposta a que a Lusa teve acesso, a presidente do CESA defendeu
uma reformulação do conselho e a criação de um gabinete com chefe de
gabinete, três adjuntos, um secretário e um motorista, proposta que
gerou contestação junto dos parceiros sociais.O
CESA decidiu adiar para quarta-feira (13 de maio) a decisão sobre o
projeto de alteração ao modelo de funcionamento, depois de uma reunião
interna ter sido inconclusiva, revelou a instituição a 22 de abril.“Após
a intervenção de alguns dos conselheiros, reclamando mais tempo para se
debruçarem sobre o documento de trabalho apresentado pela presidência
ao conselho, foi votada por unanimidade a realização de uma nova sessão
plenária, no próximo dia 13 de maio”, lê-se na nota do CESA.A
instituição, composta por 39 conselheiros, indica ainda que a proposta
apresentada visava três objetivos principais: transferir a dependência
funcional do CESA para a Assembleia Legislativa, garantir uma equipa
técnica permanente e alargar a representação da sociedade civil, ao
mesmo tempo que os membros do governo deixariam de votar pareceres
pedidos pelo próprio executivo.