Governo açoriano compromete-se com “melhoria efetiva” dos voos para a ilha do Corvo

Hoje 16:55 — Lusa/AO Online

Em resposta a uma carta aberta enviada pela Câmara Municipal do Corvo, a Secretaria do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas garante ser uma “preocupação permanente” do Governo Regional a “implementação de soluções que permitam reforçar a acessibilidade aérea” à mais pequena ilha açoriana, em particular nos “períodos de maior procura”.“O Governo Regional continuará a acompanhar de forma próxima a evolução da procura e da capacidade instalada, em articulação com a transportadora aérea, comprometendo-se a prosseguir a adoção de medidas que contribuam para uma melhoria efetiva das condições de mobilidade dos residentes na ilha do Corvo”, lê-se na missiva enviada às redações.A 29 de maio, o presidente da Câmara do Corvo alertou o Governo Regional, numa carta aberta, para “a crescente degradação” da mobilidade aérea dos residentes da ilha, considerando que a situação “assume contornos profundamente preocupantes” para o normal funcionamento da comunidade.Na resposta, o executivo açoriano reconheceu que “atualmente existem constrangimentos na mobilidade aérea, em particular nos períodos de maior procura turística”, situação que foi “acentuada por condições meteorológicas adversas” nos últimos meses.A secretaria regional considerou legítima a preocupação da Câmara do Corvo e garantiu que tem vindo a “adotar medidas com vista à mitigação dos constrangimentos”, de forma a promover o “reforço da mobilidade dos residentes”.O Governo Regional realçou o “reforço da operação” e o “aumento de capacidade de resposta” da SATA durante o verão, com a introdução de um avião em regime de aluguer que vai operar até 15 de agosto.“Tem sido desenvolvido um esforço contínuo no sentido de aperfeiçoar os instrumentos de apoio à mobilidade dos residentes, procurando assegurar maior previsibilidade, acessibilidade e equidade”.Na carta aberta enviada à secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, o município defendeu soluções urgentes que garantam os direitos, segurança e estabilidade dos residentes, que enfrentam “incertezas constantes ao tentar sair ou regressar à ilha”, especialmente em situações de caráter urgente.“Hoje, os corvinos vivem sujeitos a uma permanente incerteza relativamente à possibilidade de conseguirem sair ou regressar à ilha em tempo útil, mesmo quando estão em causa situações urgentes, da vida pessoal, familiar, profissional, académica, económica ou institucional”, lê-se na missiva.