Governo açoriano assegura que política de habitação não vai terminar com o PRR

Hoje 14:19 — Lusa/AO Online

“O fim do PRR não é o fim de uma política pública de habitação inclusiva, próxima, com mais casas e com mais oportunidades para quem vive na região. A partir de agora, o verdadeiro desafio é dar continuidade ao reforço da oferta de habitação acessível, independentemente de quem a promove”, afirmou a secretária da Juventude, Habitação e Emprego.Maria João Carreiro falava na Assembleia Regional, na Horta, durante uma interpelação do BE sobre a crise da habitação.A titular da pasta da Habitação no Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) salientou que desde 2021 foram “investidos mais de 138 milhões de euros em habitação”, dos quais cerca de 75 milhões de euros através do Orçamento da Região.“É verdade que muitas famílias não estão a encontrar uma resposta tão imediata quanto desejam para as suas necessidades e expectativas de acesso à habitação. Mas o Governo Regional não está parado e está a fazer a sua parte”, disse.Na discussão, a socialista Cristina Calisto questionou o executivo açoriano sobre os apoios às famílias que não conseguem suportar os encargos com a habitação e as situações de sobrelotação e exigiu respostas devido ao aumento das prestações com a “escalada dos juros”.“Um Governo Regional que não tem pressa para resolver os problemas da região não ajuda os açorianos”, defendeu a deputada do PS.Já o social-democrata Luís Raposo enalteceu os apoios à habitação implementados pelo Governo Regional e considerou que os Açores são um “exemplo para o país” devido à execução do PRR, criticando os anteriores governos açorianos do PS.José Pacheco, do Chega, exigiu “planeamento a longo prazo” para responder à crise na habitação e defendeu “soluções de autoconstrução” e o “fim da burocracia”, alertando que é “preciso emagrecer a máquina” da administração pública.Por sua vez, o deputado da IL, Nuno Barata, avisou que a situação na habitação “não tem nada a ver com o Alojamento Local”, já que é necessário “aumentar a oferta” e “resolver o imbróglio da regulação”, enquanto Pedro Neves (PAN) propôs medidas de “reabilitação urbana, recuperação do património público devoluto, construção sustentável” e de “arrendamento acessível”.João Mendonça (PPM) salientou a “dimensão territorial” e de “fixação de população” das políticas da habitação e Luís Silveira (CDS-PP) avisou que o partido “não vai permitir” que o fim do PRR “signifique uma quebra na capacidade de resposta da região” naquela área.Durante o debate, o líder parlamentar do PSD/Açores acusou o deputado do PS e antigo presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, de “enganar” a população devido a uma notícia da RTP/Açores na terça-feira, sobre as dificuldades de 20 famílias em exercerem a opção de compra de moradias a custos controlados.Na resposta, o socialista repudiou as acusações e explicou que as moradias em causa passaram a ser propriedade do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) após a falência dos construtores, tendo a região subarrendado as habitações.