Governo açoriano admite urgência na recuperação de hospital, mas sem precipitações
31 de out. de 2025, 16:28
— Lusa/AO Online
“Aquilo
que tem sido transmitido é que, efetivamente, há urgência, mas também
não quero que se tomem decisões precipitadas, porque, como já tive
oportunidade de dizer, estamos a projetar o hospital para os próximos 30
anos”, afirmou a secretária da Saúde e Segurança Social.Mónica Seidi
falava aos jornalistas após a sessão comemorativa do 26.º aniversário do
HDES, em Ponta Delgada, que sofreu um incêndio a 4 de maio de 2024.A
secretária regional lembrou que foi criada uma comissão, presidida por
Luís Maurício, para analisar os dois planos funcionais elaborados por
empresas diferentes e as propostas dos diretores de serviço para o
futuro daquela unidade de saúde.“Estas
decisões são técnicas. Não são decisões políticas. Têm de ser
sustentadas para quem decide politicamente tomar as melhores decisões
possíveis”, reforçou, dando o exemplo da externalização do serviço de
diálise.Mónica Seidi garantiu, contudo, que o prazo de trabalho da comissão de análise continua a ser 31 de dezembro.“Não vamos avançar para um projeto de execução sem ter um programa preliminar”, sinalizou.A
secretária regional adiantou que a partir do próximo ano o Hospital de
Ponta Delgada vai passar a ter cirurgia robótica, um “atrativo” para
fixar mais profissionais.“A cirurgia
robótica é o último grito do ponto vista de cirurgia, não só para
cirurgia geral, mas também cirurgia ortopédica. Queremos acautelar que
os serviços de ortopedia serão tão competitivos quanto outros serviços a
nível de Portugal continental”, explicou.No
seu discurso durante a cerimónia, a secretária da Saúde adiantou que já
foram investidos 20 milhões de euros em equipamentos no HDES desde 2021
e prometeu que a “breve prazo” o hospital vai dispor de trombectomias
(procedimento utilizado para tratar Acidentes Vasculares Cerebrais).Mónica
Seidi anunciou, também, novas funcionalidades na aplicação “MY Saúde
Açores”, como o “acesso em tempo real dos tempos de espera nos serviços
de urgência” ou a possibilidade de os utentes “verem se estão
referenciados para consulta ou cirurgia”.A
titular da pasta da Saúde, evocou, também as dificuldades no processo
de recuperação do HDES: “É um processo moroso e complexo. Posso
confidenciar que nunca pensei estar associada à projeção de um hospital.
As dificuldades e os desafios são imensos. Ainda mais quando queremos
um processo de excelência”.