Gouveia e Melo apresenta candidatura dia 29 em Lisboa
Presidenciais
20 de mai. de 2025, 16:59
— Lusa/AO Online
De acordo com fonte
oficial da candidatura do antigo Chefe do Estado-Maior da Armada, a
apresentação está agendada para as 19h00 (menos uma nos Açores).Gouveia
e Melo confirmou que é candidato às presidenciais de janeiro de 2026,
em declarações à Rádio Renascença, no passado dia 14, em plena campanha
eleitoral para as legislativas antecipadas de domingo.Segundo
referiu, a sua decisão foi tomada também tendo em conta “alguma
instabilidade interna que se tem prolongado” no país, devido a governos
de curta duração e à falta de uma governação estável.“Esta
instabilidade interna está aos olhos de todos nós, portugueses”,
salientou Gouveia Melo, para quem o “mundo mudou bastante” desde 2023.“A
guerra da Ucrânia agravou-se, a tensão na Europa também se agravou, e a
eleição do senhor Trump como Presidente dos Estados Unidos da América
veio alterar a configuração internacional. Nós estamos perante uma nova
tentativa de edificação de uma ordem mundial que pode ser perigosa, ou
nos pode afetar de forma significativa”, realçou o antigo chefe do
Estado Maior da Armada, no passado dia 14.Os
líderes do PSD como do PS recusaram comentar a candidatura no decorrer
da campanha para as legislativas, considerando que há tempo para abordar
o tema.Henrique Eduardo Passaláqua de
Gouveia e Melo nasceu em Quelimane, Moçambique, em 21 novembro 1960.
Ingressou na Escola Naval em 07 setembro de 1979 e passou 22 anos da sua
carreira nos submarinos. Esteve três anos à frente da Marinha. O
almirante decidiu passar à reserva logo após o fim do seu mandato,
argumentando que continuar no ativo retirava-lhe “alguma liberdade” nos
seus “direitos cívicos”.Depois de manter
algum “tabu” sobre a sua candidatura, confirmou-a na semana passada. Em
março, já tinha submetido um pedido ao Instituto Nacional da Propriedade
Industrial para registar como marca o "Movimento Gouveia e Melo
Presidente".Em fevereiro, num artigo
publicado no semanário Expresso, intitulado "Honrar a Democracia",
Gouveia e Melo considerou que "a bem do sistema democrático", o país
deve ter um Presidente da República "isento e independente de lealdades
partidárias", rejeitando que o chefe de Estado seja um "apêndice de
interesses partidários".O militar na
reserva - que neste artigo se posicionou politicamente "entre o
socialismo e a social-democracia, defendendo a democracia liberal como
regime político" - sustentou a tese de que "nenhum Presidente pode ser
verdadeiramente «de todos» se estiver claramente associado a uma fação
política, pois não terá a independência necessária para representar o
interesse coletivo"."O Presidente não está
ao serviço dos partidos, está ao serviço dos portugueses e de Portugal.
Garante a Constituição, a união e a integridade do país e é, por isso,
um poder-contrapoder de um sistema democrático equilibrado ao serviço da
liberdade, segurança, equidade e prosperidade dos portugueses e,
consequentemente, de Portugal", considerou.