Goleada à Coreia do Norte foi 'oásis' luso, em 2010
Mundial2022
14 de nov. de 2022, 13:31
— Lusa/AO Online
Um
tento do espanhol David Villa, que hoje não passaria no ‘crivo’ do VAR,
por fora de jogo, fez o ‘onze’ de Carlos Queiroz cair nos oitavos de
final, depois de uma fase regular com dois ‘nulos’, com Costa do Marfim e
Brasil, a abrir e fechar.Se só sofreu num
dos quatro jogos, selando o seu melhor registo defensivo em Mundiais
(quatro sofridos em 1986 e 2002, em três jogos), Portugal também só
marcou num deles, com a frágil seleção norte-coreana, à qual marcou por
seis vezes na segunda parte.O guarda-redes
Eduardo, então jogador do Sporting de Braga, acabou, assim, por ser a
grande figura lusa e um dos poucos jogadores da formação das ‘quinas’ a
brilhar na África do Sul, juntamente com o lateral esquerdo Fábio
Coentrão.Além de Eduardo e Coentrão, foram
totalistas (360 minutos) os centrais Ricardo Carvalho e Bruno Alves e o
avançado Cristiano Ronaldo, sendo que também o médio Raúl Meireles
(329) cumpriu como titular os quatro encontros lusos.No
que respeita a desilusões, a maior foi, claramente, o ‘capitão’
Cristiano Ronaldo, ao ficar-se por um mísero golo, e aos trambolhões,
repetindo o registo de 2006 – então marcou de penálti, face ao Irão.Ronaldo
chegava ao Mundial embalado por uma primeira época (2009/10) promissora
ao serviço do Real Madrid, na qual conseguiu 33 golos, em 35 jogos,
ainda que não tenham servido para conquistar qualquer competição.Face
à quase ‘abstinência’ de Ronaldo, que só marcou dois golos na segunda
‘era’ Carlos Queiroz – o outro de penálti, num particular com a
Finlândia -, o melhor marcador português acabou por ser o médio Tiago,
único a ‘bisar’ face à Coreia do Norte.A
presença lusa no primeiro e único Mundial realizado em África ficou
igualmente marcada por ‘casos’, com início no afastamento do lesionado
Nani, que em Lisboa disse que numa semana estaria recuperado,
seguindo-se Deco, a contestar as opções de Queiroz após o empate na
estreia, com a Costa do Marfim.Na
despedida, ainda ficou um “perguntem ao Queiroz” de Cristiano Ronaldo,
em resposta ao que tinha falhado na eliminação com a Espanha.O
pragmatismo da seleção lusa começou logo na qualificação, após a
derrota com a Dinamarca, em Alvalade, num encontro em que Portugal fez
80 minutos de altíssimo nível e com ‘nota artística’, mas acabou
derrotado por 3-2.Portugal tinha começado a
qualificação com uma goleada em Malta, por 4-0, jogava um futebol
atrativo, mas os últimos 10 minutos do encontro com os dinamarqueses
mudaram a equipa das ‘quinas’.Seguiram-se
três ‘nulos’ (dois com a Suécia e um, surpreendente, na receção à
Albânia) e um sofrido triunfo em Tirana, por 2-1, com um golo de Bruno
Alves já nos descontos.Depois do central,
os heróis seriam dois luso-brasileiros, o avançado Liedson, ao marcar
aos 86 minutos o golo do empate na Dinamarca, e o central Pepe, que deu o
triunfo na Hungria.A veia goleadora só
ressurgiu nos dois últimos encontros, com a Hungria (3-0), num dia em
que Portugal festejou a vitória da Dinamarca na Suécia, que abria as
portas do ‘play-off’, e com Malta (4-0).No
‘play-off’, duas vitórias por 1-0 sobre a Bósnia-Herzegovina, com golos
de Bruno Alves, na Luz, e de Raul Meireles, no ‘batatal’ de Zenica,
bastaram para Portugal somar a terceira participação consecutiva em
fases finais do Mundial.