GNR vai ter comissão para a igualdade de género e contra a discriminação
5 de set. de 2019, 17:51
— Lusa/AO Online
Em declarações aos jornalistas,
no final da apresentação da campanha contra a violência doméstica
#AmorAssimNão, o ministro da Administração Interna explicou que esta
comissão vai servir para analisar “aquelas que ainda são hoje as
dificuldades que se colocam no plano pessoal e profissional ao exercício
de funções na Guarda Nacional Republicana, dentro de uma política de
igualdade de género”.“Vai preparar as
condições dos concursos de acesso à formação, à preparação para o
exercício de funções de cada vez maior responsabilidade”, sublinhou
Eduardo Cabrita, acrescentado que a GNR está a chegar à fase em que há
cada vez mais mulheres com funções de comando territorial.O
ministro lembrou que o caminho da GNR pela igualdade de género começou
em 1993, com a entrada das primeiras mulheres admitidas como guardas,
seguindo-se as primeiras oficiais em 1998 e as primeiras mulheres
sargento em 2002.Eduardo Cabrita frisou que há mais de 1.300 mulheres guardas na GNR, mais de cem são sargentos e 75 são oficiais.Nesse
sentido, disse mesmo acreditar que não faltará muito para que haja uma
mulher oficial general na GNR, vaticinando que poderá acontecer na
próxima década.A responsável pela comissão
para a igualdade de género e não discriminação agora criada disse que o
primeiro objetivo é fazer um levantamento de situações passiveis de ser
corrigidas, em todo o país, tendo em conta que a GNR está presente em
cerca de 90% do território nacional.“Nós
somos tão melhores profissionais quanto melhor estivermos a nível
pessoal e familiar. Vamos tentar identificar situações na guarda onde
possamos contribuir para que as nossas militares melhorem a nível
profissional. Vamos estudar os melhores exemplos e vamos trabalhar”,
garantiu a tenente-coronel Cristina Pereira.A
campanha contra a violência doméstica junta o Governo, com a GNR e
empresa Delta Cafés, e vai ser difundida através de mensagens em cinco
milhões de pacotes de açúcar, como “Desculpas não se pedem,
denunciam-se”, “Entre marido e mulher, mete a colher”, ou “Cá se fazem,
cá se denunciam”.