GNR intensifica fiscalização rodoviária na Área Metropolitana de Lisboa
Covid-19
18 de jun. de 2021, 16:30
— Lusa/AO Online
Na quinta-feira, o Conselho de
Ministros anunciou a proibição da circulação de e para a Área
Metropolitana de Lisboa (AML) aos fins de semana, a partir das 15h00 de
sexta-feira e até às 06h00 de segunda.Em
comunicado, a GNR refere que para o cumprimento destas medidas irá
intensificar o patrulhamento, a fiscalização e a sensibilização, “de
forma flexível”.“A fiscalização visa
garantir que a população cumpre com as normas em vigor e se abstenha de
deslocações desnecessárias numa área em que os números resultantes da
covid-19 impõem uma preocupação acrescida”, justifica.As
ações irão incidir nas principais vias de acesso à AML, como é o caso
das autoestradas 1 (A1) e 2 (A2) ou as estradas nacionais 5 e 10.O
diploma sobre a proibição de entrar e sair da AML prevê algumas
exceções, como deslocações em trabalho, por motivos de saúde ou de
estudantes (e acompanhantes de menores) para acessos a escolas e
atividades de tempos livres.Na
quinta-feira à noite, o bastonário da Ordem dos Advogados (OA), Luís
Menezes Leitão, considerou "claramente inconstitucionais" as medidas
sanitárias anunciadas pelo Governo para a AML para conter a pandemia de
covid-19.Confrontado pela agência Lusa com
esta posição do bastonário da Ordem dos Advogados, o secretário de
Estado adjunto do primeiro-ministro, Tiago Antunes, discordou em
absoluto, afastando qualquer dúvida de constitucionalidade em relação à
medida que saiu do último Conselho de Ministros."Os
limites à circulação estão expressamente previstos na Lei de Bases da
Proteção Civil como uma das medidas típicas da situação de calamidade.
Tratando-se de uma medida prevista em lei aprovada pela Assembleia da
República, não há qualquer inconstitucionalidade", advogou Tiago
Antunes.