“Gestão empresarial” de matadouros traria ganhos enormes
30 de set. de 2020, 08:28
— Lusa/AO Online
Citado em nota de imprensa, o cabeça de lista
da Iniciativa Liberal pelo círculo de São Miguel destaca que os
matadouros são um “monopólio exclusivo” do Governo dos Açores e que “os
ganhos de produtividade e de eficiência que poderiam ser alcançados com
uma gestão empresarial daquela infraestrutura seriam enormes”.Segundo
Nuno Barata, se o Governo Regional “não é capaz de gerir melhor” as
infraestruturas e serviços públicos, deve concessioná-los aos privados.“Se
o Estado ou a região não é capaz de gerir melhor e investir mais para
prestar um melhor serviço aos cidadãos e às empresas, então deve
concessionar esses serviços a empresas que o façam de forma a garantir
que à sua eficácia seja acrescida eficiência”, declarou Nuno Barata.O
cabeça de lista da Iniciativa Liberal pelos círculos de São Miguel e
também da compensação visitou hoje uma indústria de transformação de
carnes, localizada na freguesia das Feteiras, em Ponta Delgada.Nuno
Barata advoga que o matadouro de São Miguel ficou “estagnado”, ao
contrário de todos os outros da região que receberam “melhoramentos
significativos”.“O matadouro de São Miguel
não tem, por exemplo, certificação necessária para permitir às empresas
locais enviarem carcaças para países terceiros e mesmo para países da
União Europeia essas condições técnicas exigidas apenas são toleradas”,
lê-se no comunicado.O candidato disse
ainda ser necessário realizar uma “valorização dos produtos regionais” e
garantir a “agilização do processo de licenciamento dos investimentos”
que, atualmente, é um “autêntico calvário para os empreendedores”.Para
as próximas eleições regionais de 25 de outubro, a Iniciativa Liberal
apresenta Nuno Barata como cabeça de lista pelos círculos de São Miguel e
compensação, enquanto José Luís Parreira encabeça a candidatura do
partido pela ilha Terceira.Nas anteriores
legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que
se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do
segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP
(quatro mandatos).O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.