Gastroenterite nos Açores “acima do expectável” mas norovírus cai em três ilhas
Hoje 16:16
— Lusa/AO Online
Numa
publicação na rede social Facebook’, a autoridade reconheceu que existem
“mais casos de vómitos e diarreia do que é habitual em várias ilhas”
nesta altura do ano, tratando-se de situações em que “quase todos os
doentes melhoram em casa” no período entre “um a três dias”.“Até
dia 26 de agosto [quarta-feira] constatou-se, na vigilância regional,
um acréscimo acima do expectável de episódios compatíveis com
gastroenterite aguda, distribuídos por várias ilhas e ao longo de várias
semanas — não se trata de um único foco, nem de um único dia”, lê-se na
publicação.A Autoridade Regional de Saúde
confirmou que nas análises laboratoriais foi identificado norovírus nas
ilhas de São Miguel e no Faial, um vírus “muito contagioso” que
“provoca vómitos e diarreia agudos”.No
caso de Ponta Delgada, em São Miguel, também identificados de forma
“pontual” bactérias intestinais (como a Salmonella e Campylobacter), o
que “reforça a necessidade de higiene alimentar”.Contudo,
segundo a Autoridade de Saúde, “existem sinais favoráveis que importa
sublinhar” relacionados com a diminuição de transmissão do norovírus.“No
Faial — a ilha onde o aumento começou mais cedo — a transmissão está em
descida: o número de reprodução efetivo está abaixo de um, desde 19 de
agosto. Nas Flores, depois de um rebote a 23 de agosto, os números
diários têm vindo a cair, de forma sustentada. Na Terceira, o volume
diário no Hospital de Santo Espírito e na Praia da Vitória também já
desceu em relação ao pico desta semana”, informou.Os
doentes devem “regressar ao trabalho só 48 horas depois da última
dejeção ou do último vómito”, segundo a Autoridade de Saúde, que
recomenda o repouso em casa e a lavagem das mãos “com água e sabão,
depois de ir à casa de banho e antes de preparar alimentos”.“Pedimos
a todos que se mantenha o tom proporcional ao impacto clínico da
situação: estamos perante um aumento real, que está a ser seguido todos
os dias, e a grande maioria dos casos é ligeiro e autolimitado. O
contacto com o SRS [Serviço Regional de Saúde] nestas circunstâncias
deve ser inicialmente através da Linha Saúde Açores”.Na
segunda-feira, a Autoridade Regional de Saúde dos Açores revelou que
foi confirmada a presença de norovírus em casos de gastroenterite aguda
registados na ilha de São Miguel e referiu que a situação "não constitui
motivo para alarme".Devido à situação,
foi determinada a adoção de medidas reforçadas de prevenção e controlo
da infeção em estruturas residenciais para pessoas idosas, creches,
estabelecimentos de ensino e outras instituições comunitárias.Os
estabelecimentos de restauração, cafés e atividades similares foram
alertados para a necessidade de reforçarem o cumprimento das boas
práticas de higiene e segurança alimentar.A
19 de agosto, a Delegação de Saúde da Horta informou que um vírus de
“elevada transmissibilidade”, associado “à maior circulação de pessoas
própria do verão”, estaria na origem do surto de gastroenterite que tem
levado centenas de pessoas às urgências na ilha do Faial.