Gado retido nas ilhas do Pico e Graciosa transportado na próxima semana
5 de jun. de 2025, 11:51
— Lusa/AO Online
O
executivo regional adiantou em comunicado
que a empresa Transinsular “partirá de São Miguel com destino à ilha do
Pico na sexta-feira, 6 de junho, com um total de 20 contentores vazios
para carregamento de gado vivo”, estimando que a chegada do navio ocorra
na segunda-feira.“O navio Laura S, da
GS Lines, estará na ilha do Pico na quinta-feira, 12 de junho, para
recolher os 20 contentores, carregados, com destino a Lisboa, e deixar
outros dez contentores vazios. Estes dez contentores serão recolhidos na
semana seguinte pela Mutualista”, acrescenta.Já
em relação ao transporte dos animais que estão retidos na ilha
Graciosa, o Governo Regional esclarece que na quarta-feira “haverá um
carregamento de contentores, com gado vivo, com destino a Lisboa, onde é
prevista a sua descarga no dia 16”.Os
agricultores da ilha Graciosa apelaram, no dia 22 de maio, ao Governo
dos Açores para arranjar uma solução alternativa ao navio que transporta
gado, que se encontra em doca seca, o que está a “afetar seriamente” o
rendimento daqueles profissionais.Os
agricultores referem que, “apesar de o Governo dos Açores ter conseguido
que a ilha Graciosa tivesse transportes marítimos com um toque semanal,
o último embarque de gado aconteceu há praticamente um mês (23 de
abril)”.“Hoje [22 de maio] estava prevista
a saída de cerca de 200 cabeças de gado bovino, mas não aconteceu
porque o navio que normalmente faz a rota está em doca seca e o que está
em substituição apenas faz tráfego local, sem a possibilidade de
colocar a tempo o gado num dos portos de expedição de mercadorias para o
território continental”, segundo uma nota de imprensa.De
acordo com os agricultores, este cenário está a “colocar em causa a
comercialização e a penalizar fortemente os produtores, uma vez que está
a privar a normal expedição de gado bovino”.No
dia 27 de maio, o diretor regional da Mobilidade, Francisco
Bettencourt, disse à agência Lusa que o executivo açoriano estava a
trabalhar com as autoridades marítimas nacionais para "tentar aclarar"
aspetos que condicionam o transporte de carga para o continente.O
Chega/Açores, num requerimento enviado à Assembleia Legislativa
Regional referiu que "há semanas que mais de duas centenas de cabeças de
gado bovino estão retidas nas ilhas do Pico e Graciosa por falta de
transporte marítimo para que cheguem ao continente".Segundo
Francisco Bettencourt, o executivo açoriano, a AMT - Autoridade da
Mobilidade e dos Transportes e o IMT - Instituto da Mobilidade e dos
Transportes estão a "tentar aclarar alguns aspetos" que prevalecem na
lei e que estão desajustados da atual realidade do movimento de cargas
com o continente.O Chega pediu explicações
sobre a situação, considerando “inadmissível os animais estarem há
semanas para saírem” das ilhas para o continente “e ninguém se
responsabilizar", afirmou o deputado Francisco Lima, citado numa nota de
imprensa do partido.