G7 vai apoiar ucranianos no inverno para evitar que morram
3 de nov. de 2022, 16:50
— Lusa/AOonline
“Não
permitiremos que a brutalidade desta guerra conduza à morte em massa de
idosos e crianças, jovens ou famílias nos próximos meses de inverno”,
disse Annalena Baerbock na abertura de uma reunião do G7, segundo a
agência francesa AFP.A organização do
apoio à Ucrânia está no topo da agenda do encontro ministerial de dois
dias, em Muenster (oeste), para o G7 enviar uma nova mensagem de firmeza
à Rússia, que invadiu o país vizinho em 24 de fevereiro deste ano.Baerbock
acusou o Presidente russo, Vladimir Putin, de “tentar fazer com que os
ucranianos morram à fome, sedentos ou congelados com a sua estratégia de
atacar as suas infraestruturas críticas”.“É
exatamente isso que nós, os parceiros do G7, tentaremos evitar com
todos os meios à nossa disposição”, disse Baerbock, citada pela agência
espanhola EFE.Recordou que a Rússia tem
intensificado os ataques a infraestruturas críticas da Ucrânia,
especialmente instalações energéticas, provocando cortes no fornecimento
de eletricidade e de água potável.Referiu-se
também ao fornecimento da Alemanha e outros aliados ocidentais de
geradores, aquecedores, bombas de água, equipamento sanitário,
habitações pré-fabricadas, cobertores e tendas para apoiar a população
ucraniana.A Alemanha preside atualmente ao G7, de que fazem parte também Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.A
Ucrânia é o tema dominante do encontro, mas a situação na China e as
tensões com Taiwan também serão discutidas, bem como a situação no Irão.Baerbock,
que é mais crítica de Pequim do que o chanceler Olaf Scholz, alertou
para o perigo de “repetir os erros do passado” com a China.A
dirigente do partido Verdes disse que os países do G7 estão prontos
para considerar a China como concorrente e rival, segundo a agência
francesa AFP.“O Japão, como país do G7,
salienta regularmente como é importante para nós reconhecer e ver que a
China mudou nos últimos anos, que não é apenas um parceiro em questões
internacionais, mas também um concorrente e ainda mais um rival”, disse.“É com isto em mente que a China estará hoje na agenda da reunião do G7”, acrescentou a ministra alemã.Scholz partiu hoje para Pequim, onde se reunirá com o Presidente Xi Jinping. É o primeiro líder de um país da União Europeia (UE) a visitar a China desde 2019.Tanto
os Verdes como os liberais, os dois parceiros governamentais dos
sociais-democratas de Scholz, advertiram, nos últimos dias, contra o
estabelecimento ou alargamento de relações de dependência, especialmente
com regimes autoritários.Os ministros dos
Negócios Estrangeiros do G7 discutirão também a eficácia das sanções
contra a Rússia e espera-se que abordem também medidas futuras nesta
área.