Futuro primeiro-ministro avisa que “não esquecerá” o que Orbán fez ao país
Hungria/Eleições
Hoje 14:48
— Lusa/AO Online
Numa
publicação nas redes sociais, o líder do partido Tisza, que irá assumir o
cargo de primeiro-ministro, declarou que os responsáveis do Fidesz
terão de responder pelas suas ações.“Não
importa se agem como se nada tivesse acontecido, nós sabemos o que
fizeram”, afirmou Magyar, acrescentando que “colhemos o que semeamos”,
numa referência às consequências políticas do anterior executivo.O
Fidesz, liderado por Viktor Orbán, governava o país desde 2010, tendo
sido derrotado nas eleições legislativas de domingo passado por uma
margem de 14 pontos percentuais.Magyar
reuniu-se na quarta-feira com o Presidente húngaro e membro do Fidesz,
Tamás Sulyok, a quem exigiu a demissão para acelerar o processo de
formação de um novo Governo na Hungria.O
futuro chefe do executivo avisou que, caso o Presidente não se demita
voluntariamente, o novo parlamento recorrerá a todos os mecanismos
legais para promover a sua destituição.Magyar
anunciou ainda mudanças simbólicas na organização do poder executivo,
incluindo a transferência da sede do Governo do Mosteiro Carmelita, em
Buda, para onde Orbán transferiu os gabinetes governamentais em 2019,
para instalações ministeriais próximas do parlamento.A
derrota do Fidesz foi interpretada como um sinal de descontentamento
dos eleitores face à situação económica e à orientação internacional do
Governo cessante, marcada por posições consideradas próximas da Rússia e
em divergência com parceiros europeus.Quase
80% dos cerca de oito milhões de eleitores ditaram o fim da era Orbán,
cujo partido, Fidesz, elegeu 55 dos 199 deputados, com o Tisza a
conquistar a maioria com 138 eleitos, a maior de sempre no parlamento
húngaro.Devido ao complexo sistema
eleitoral húngaro, o partido de Magyar terá uma maioria de dois terços
no parlamento, o que facilitará a realização das reformas prometidas.