Futuro chanceler alemão pede à Rússia que respeite integridade da Ucrânia
7 de dez. de 2021, 12:53
— Lusa/AO Online
"Para nós, a inviolabilidade
das fronteiras é inquestionável", disse Scholz na sua primeira
conferência de imprensa depois da assinatura, em Berlim, do acordo de
coligação entre SPD (sociais-democratas), Verdes e os liberais do FDP.A situação nas fronteiras da Ucrânia é "muito, muito grave", insistiu, citado pela agência de notícias espanhola EFE.Kiev
e os países ocidentais têm denunciado a concentração de milhares de
soldados russos junto à fronteira com a Ucrânia e manifestado o receio
de que a Rússia possa atacar o país vizinho. Scholz
disse que a diplomacia é a única via capaz de resolver a questão e
prometeu que o seu governo vai continuar os esforços de mediação no
chamado formato Normandia, numa alusão ao diálogo com França, Rússia e
Ucrânia sobre o conflito na região ucraniana de Donbass (leste)."A única forma de melhorar a situação é através do diálogo", acrescentou.Scholz
disse também que o seu governo quer "continuar os esforços da Alemanha
para criar uma União Europeia (UE) “forte e soberana"."Ao
mesmo tempo, vamos sublinhar a parceria transatlântica e a nossa
cooperação na NATO", disse, citado pela agência Associated Press (AP).O
futuro chanceler alemão disse estar "muito grato" ao Presidente dos
Estados Unidos, Joe Biden, por enfatizar o conceito de uma "comunidade
de democracias".Questionado sobre se a
Alemanha se vai juntar aos Estados Unidos no boicote diplomático aos
Jogos Olímpicos de inverno, na China, Scholz deixou o assunto em aberto."O
nosso governo será formado amanhã. É importante para nós manter a
cooperação e os canais multilaterais de cooperação", respondeu, segundo a
EFE.Olaf Scholz compareceu perante os
jornalistas acompanhado pelo futuro vice-chanceler e ministro da
Economia e do Clima, Robert Habeck (Verdes), e pelo ministro das
Finanças designado, Christian Lindner (Liberais).A copresidente dos Verdes, Annalena Barbock, será a ministra dos Negócios Estrangeiros.Os três partidos têm 416 dos 736 lugares do Parlamento Federal, que vai eleger Scholz como chanceler na quarta-feira. Olaf Shcolz, 63 anos, vai suceder à democrata-cristã Angela Merkel, que liderou o executivo alemão nos últimos 16 anos.O acordo de coligação "Ousar mais progresso", de 177 páginas, foi assinado no Museu Futurium de Berlim.