Furacão Paulette deverá passar pelos Açores já como tempestade pós-tropical
15 de set. de 2020, 16:03
— Rui Jorge Cabral
O furacão Paulette será assim o primeiro ciclone tropical a atingir
os Açores este ano, ainda que, previsivelmente, já enfraquecido e sem a
intensidade de furacão, devendo essencialmente provocar um aumento da
agitação marítima e do vento. Conforme explica em declarações ao
Açoriano Oriental o delegado do Instituto Português do Mar e da
Atmosfera (IPMA) nos Açores, Carlos Ramalho, depois de afetar o estado
do tempo nas Bermudas, o furacão Paulette “deverá deslocar-se para
nordeste, podendo ainda no dia 15 (hoje) intensificar-se um pouco. No
entanto, a partir do dia 16, devido a uma variação dos ventos em
altitude e também devido à temperatura do mar mais baixa, prevê-se que o
furacão venha a perder alguma da sua intensidade. Na sexta-feira,
deverá localizar-se a norte do arquipélago e, a partir dessa altura,
prevê-se que venha a deslocar-se para sul. Nesse deslocamento para sul,
existe a possibilidade de no dia 19 (sábado) afetar o estado do tempo no
Grupo Ocidental, mas já a perder características tropicais, ou seja, já
como uma tempestade pós-tropical”.Carlos Ramalho diz que ainda é
cedo para prever com exatidão o estado do tempo nos Açores no próximo
sábado, uma vez que este irá depender muito da trajetória do furacão,
referindo apenas que, com os dados do momento, “não se prevê, por
enquanto, que venha a causar uma situação muito extrema em termos de
previsão do tempo no sábado no Grupo Ocidental”. Outra incógnita
neste momento é a trajetória da tempestade quando estiver a sul do
arquipélago, sendo esta “uma situação que iremos acompanhar nos próximos
dias e ver a sua evolução, quer em termos de intensidade, como de
trajetória”, refere Carlos Ramalho.O Atlântico Norte tem atualmente
cinco ciclones em atividade sendo (à data de ontem) dois deles furacões,
dois tempestades tropicais e uma depressão tropical. Não é possível
prever, neste momento, se algum deles - para além do Paulette - se irá
deslocar da zona tropical para norte, ao ponto de poder ameaçar os
Açores. ♦