Fundo solidário europeu não foi solicitado após incêndio no Hospital de Ponta Delgada
19 de nov. de 2024, 14:15
— Lusa/AO Online
“As
autoridades portuguesas não solicitaram a assistência do FSUE para esta
catástrofe”, lê-se numa resposta da comissária europeia da Coesão e
Reformas, Elisa Ferreira, a uma pergunta do eurodeputado socialista
André Rodrigues, a que a agência Lusa teve acesso.A
Comissão Europeia lembra que o FSUE pode ser ativado a “pedido de um
Estado-Membro afetado por uma catástrofe natural no prazo de 12 semanas a
contar da ocorrência dos primeiros prejuízos”, mas realça que existem
critérios para aceder àquele apoio.“O
Estado-Membro deve demonstrar que os prejuízos diretos totais excedem os
limiares especificados no artigo 2.º do Regulamento (CE) n.º 2012/2002,
ou seja, que, em caso de ‘catástrofe regional’ numa região
ultraperiférica, esse valor é superior a 1% do produto interno bruto
regional”, esclarece.A 16 de maio, o
líder do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro,
afirmou que o executivo se encontrava a analisar os “pressupostos para
acionar o fundo de solidariedade da União Europeia”.Na
resposta, a Comissão Europeia destaca que os “fundos da política de
coesão para 2021-2027 podem contribuir para apoiar infraestruturas de
cuidados de saúde”, exemplificando com as verbas disponíveis para os
Açores.“Está previsto o programa regional
para os Açores afetar 72,4 milhões de euros do Fundo Europeu de
Desenvolvimento Regional à renovação ou construção de novos edifícios de
cuidados de saúde eficientes do ponto de vista energético, a
equipamento de saúde e a medidas para melhorar a prestação de serviços”,
sublinha a comissária.O HDES, em Ponta
Delgada, o maior dos Açores, foi afetado por um incêndio a 04 de maio,
que obrigou à transferência de todos os doentes internados para outras
unidades de saúde, incluindo para fora da região, causando prejuízos
estimados em mais de 24 milhões de euros.